Uma das maiores preocupações das pessoas, atualmente, é aumentar a longevidade, mas com qualidade de vida. E isto tem sido verificado na prática. De acordo com o IBGE, a média de vida do brasileiro é de 75,7 anos para as mulheres e 68,1 anos para os homens. (Esses números poderiam até ser maiores, não fossem as mortes pré-maturas por violência).
E as pessoas estão procurando melhorar a qualidade de vida, com mais saúde e bem-estar, através da alimentação. O número, porém, ainda é pequeno, mas o que se observa é que as pessoas cada vez mais tomam consciência da necessidade de uma vida saudável.
Um exemplo é o auxiliar jurídico Frederico Calheiros Zarelli, que passou a consumir produtos integrais há um ano. Ele afirma que fez a opção após se informar sobre o assunto e descobrir que fazia bem para a saúde. ''Experimentei, acabei gostando e não vejo tanta diferença em relação a outros produtos'', afirma.
A dona de casa Margarida Santos Rizardi decidiu pelos produtos integrais há três anos. Ela sempre compra gelatinas, farinha integral, levedo de cerveja e aveia em lojas especializadas. ''Compro esses produtos porque são bons para o organismo, para a saúde. A gente se sente bem'', justifica.
Mas há quem não abre mão dos produtos integrais em hipótese nenhuma. É o caso da dona de casa Miriam Antunes, uma macrobiótica convicta desde criança. Sua alimentação é a base de cereais integrais, legumes e frutas secas. ''Tudo o que eu compro é integral, natural e vegetariano; só esses produtos entram em casa'', explica.
Segundo ela, ''os produtos integrais evitam as doenças, em casa a gente não compra remédio nem para gripe''. Miriam estava comprando açúcar mascavo, trigo para quibe vegetariano (feito com carne de soja) e farinha integral. Ela é tão avessa a produtos de origem animal que não usa nem leite e nem ovos em suas receitas. Ao ser indagada como se sentia consumindo apenas esse tipo de alimento, respondeu que ''me sinto muito bem, ótima''.
O empresário Ivo Gessner é dono de uma loja especializada em produtos integrais no centro de Londrina há seis anos. Segundo ele, que é uma pessoa religiosa, está havendo uma mudança de consciência em termos de cuidados pessoais. ''O homem está em busca de novos horizontes, está voltando às origens de acordo com o plano divino''.
Gessner se define como ''vegetariano de nascença; na minha opinião, a pessoa não tem necessidade de comer carnes''. Ele diz que substitui a carne pela castanha do Pará, que ''é a proteina mais rica do reino vegetal''.

Nutricionista recomenda complementar alimentação
  A nutricionista Clísia Mara Carreira diz que a principal vantagem dos produtos integrais é que eles são ricos em fibras. Segundo ela, este tipo de alimento pode realmente aumentar a longevidade, e cita como exemplo a aveia, ‘‘por conter a vitamina E, que é antioxidante e, portanto, anti-envelhecimento’’.
  Clísia faz questão de destacar que a alimentação à base de produtos integrais ‘‘é extremamente saudável e indicada, mas não pode ser exclusiva, porque a exclusiva não é completa e pode causar anemia pela falta de ferro’’. Ela explica que a pessoa deve complementar sua alimentação com produtos que tenham proteínas de origem animal.(E.A.)


O peso do pão
As padarias têm até o mês de outubro para mudar o sistema de venda do pão francês, que será por quilo. Algumas ainda resistem à idéia, enquanto outras oferecem as duas alternativas para os clientes.

Inflação
Na segunda semana de julho, os preços dos alimentos caíram 0,64%, enquanto no começo do mês haviam caído 0,89%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getúlio Vargas. Os destaques foram frutas (cuja variação foi de -1,49% para 1,06%); arroz e feijão (de -1,06% para -0,52%); carnes bovinas (de -2,06% para -1,65%); e adoçantes
(de -1,23% para -0,81%).

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