O leite é um alimento sagrado. Tanto que a população economicamente ativa trabalha com o objetivo de ''defender o leite das crianças''. Para a grande maioria, o produto é indispensável no café da manhã ou em outras horas do dia.
Antigamente, a entrega do leite era feita de porta em porta, em embalagens de vidros, mas isto tornou-se inviável com a concentração de pessoas nos grandes centros urbanos. Assim, veio o processo de industrialização e com ele novas formas de embalagens. Hoje, o consumidor encontra o leite disponível em sacos plásticos ou em caixas para melhor proteção (longa vida). A indústria também criou vários tipos de leite para atender a uma clientela cada vez mais segmentada.
A costureira Luzia Kono de Oliveira diz que sempre compra o leite longa vida integral. ''A gente gosta mais desse tipo e é difícil comprar outro'', afirma. Ela e duas netas consomem um litro de leite por dia, em média.
A dona de casa Aparecida Melo Alvares diz que compra tanto o leite longa vida quanto o pasteurizado. ''O longa vida eu só compro quando está em promoção para aproveitar o preço''. Ela afirma que já experimentou todos os tipos de leite, mas prefere o desnatado e o semi-desnatado ''para cuidar da saúde e evitar o colesterol''.
O engenheiro agrônomo Rui Pereira Leite também prefere o leite longa vida ''por ser mais prático e durar mais na embalagem, mesmo depois de aberto''. Ele estava no supermercado comprando dois tipos de leite: o light (para a esposa) e o integral (para ele mesmo).
A professora de Tecnologia de Alimentos, Rejane Dias das Neves Souza explica as formas de industrialização do leite, as diferenças entre os tipos, as indicações de cada tipo e fala também de casos especiais para a utilização do produto.

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