SUAS COMPRAS - Verduras à mesa, mesmo com preços elevados
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
O intenso volume de chuvas registrado desde o início do ano no Estado tem refletido diretamente no bolso dos consumidores de verduras e legumes. Alguns itens já tiveram alta superior a 100% em apenas um mês. Ainda há previsão de fortes chuvas para os próximos dias e, com isso, os preços dos hortifrutis devem subir ainda mais. O economista Flávio Oliveira dos Santos dá dicas de como adquirir os produtos sem grandes prejuízos.
Fazer compras nos dias em que os supermercados realizam promoções é uma opção para economizar. ''Mesmo assim é necessário pesquisar preços em três ou quatro estabelecimentos porque não são todos os itens que entram na oferta'', ensina Oliveira. ''Comprar apenas os alimentos em oferta no supermercado A e fazer o mesmo no B é outra alternativa que ajuda na economia'', acrescenta. Adquirir produtos da época, que tendem a ser mais baratos, deixar de consumir alguns ou até mesmo substituí-los por outros, também está entre as dicas do economista.
Oliveira prevê que os preços ao consumidor devem subir ainda mais devido aos últimos reajustes de alguns produtos na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em Londrina. ''Essas altas acabam chegando ao consumidor final'', afirma.
De acordo com o responsável pelo setor técnico de estatística da Ceasa, Luiz Alberto Sovierzoski, o acréscimo dos preços deve continuar nos próximos dias. Segunda-feira, por exemplo, houve 50% de aumento no preço do almeirão e da couve manteiga, que saltaram de R$ 1 para R$ 1,50. Dentre os produtos que mais tiveram elevação de custo nesse período chuvoso, sobressai o tomate, que teve alta superior a 100%. ''O tomate já tinha subido há mais ou menos um mês e desde então não baixou'', lembra. A caixa com 23 quilos sai por R$ 60. ''Outros produtos também tiveram aumento e mantiveram os preços porque estão em falta, temos pouco ou buscamos de fora'', acrescenta.
Nas últimas duas semanas o preço da alface também teve aumento significativo. A caixa com 18 pés que custava R$ 24 saltou para R$ 30. Já a abobrinha teve seu custo reajustado em mais de 100% em apenas um mês. A caixa com aproximadamente 19 quilos subiu de R$ 12 para R$ 25; a abobrinha itália, especificamente, saiu de R$ 15 para R$ 30. ''O aipim subiu pouco, de R$ 13 para R$ 15 a caixa com 22 quilos, porque temos bastante na região. É hora de aproveitar para consumi-lo'', diz o técnico da Ceasa. Os preços das frutas, por sua vez, foram mantidos.
A produção insuficiente para suprir a demanda em Londrina é outro fator que explica a alta, pois muitos itens são buscados em outras regiões, como Santa Catarina, por exemplo, o que encarece os alimentos. ''O produtor comercializa seus produtos com preços mais altos para poder compensar as perdas dos que estragam devidos às chuvas'', justifica Sovierzoski.
Mais água
Segundo dados do Instituto Tecnológico Simepar, a média pluviométrica para janeiro, que seria de 210 milímetros, chegou a 316. Já na primeira semana do mês, o volume para fevereiro somou 102 milímetros, sendo que a média prevista é de 177. Há previsão de chuvas fortes para os próximos dias.


