SUAS COMPRAS - União para conquistar clientes
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Maigue Gueths <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Seguindo o caminho dos shoppings centers, que costumam atrair clientes com promoções conjuntas, sorteios de prêmios e grandes liquidações no final de cada estação, os lojistas de rua, no Paraná, começam a perceber a importância de se organizar e unir esforços para, juntos, organizar atividades que atraiam mais consumidores.
Um dos exemplos mais significativos em Curitiba é o Centro Vivo, iniciativa da Associação Comercial do Paraná (ACP) junto aos comerciantes da região central, que prevê o envolvimento do comércio em promoções em pelo menos três datas do ano: nas compras para o Dia das Mães, no Natal e na Liquida Curitiba, evento que acontece em agosto em toda a cidade.
De acordo com o vice-presidente da ACP e coordenador do Centro Vivo, Antonio Miguel Espolador Neto, os resultados desse movimento são visíveis. No Natal, as vendas cresceram 10% acima da expectativa dos lojistas. Para ele, o sorteio de prêmios é um grande estímulo para a população. ''A união faz a força. Quando você agrega um grande volume de lojas, lojistas e consumidores ficam mais estimulados e todos se fortalecem'', diz.
A consultora e gestora de projetos no varejo do Sebrae-PR, Walderes Bello, explica que normalmente o papel associativo cabe a alguma entidade, como as associações de empresários. É o que ocorre, por exemplo, com os shoppings. Sem uma associação direta que as represente, as lojas de rua têm mais dificuldades apra se organizar.
''Mas o fato de estarem na rua não impede que elas se associem, principalmente se for uma rua mais comercial ou temática'', afirma. Como exemplo, cita a rua Teffé, em Curitiba, que concentra um grande número de lojas de calçados. Unidos, os comerciantes passaram a divulgar o local e, hoje, recebem compradores de outras cidades interessados em ir no ''shopping dos calçados'', como é conhecida.
Coletividade
O que leva alguém a comprar em lojas de ruas? Muitos buscam os grandes shoppings pela praticidade, facilidade e segurança que apresentam, mas nem todos pensam dessa forma. A ousadia de propor algo inovador pode ser um dos maiores atrativos das lojas de rua, fora a ideia de se poder passear ao ar livre.
Procurando essa opção Liane Mestrinho, passea pelas lojas de rua a procura de roupas mais ousadas e novidades para montar seu look. ''O espaço te dá a liberdade de criar, o maior problema é o risco de assaltos'', lembra.
O interessante é que em algumas lojas de rua, os preços das peças expostas levam em conta o trabalho do designer e o material utilizado na produção. Quando se organizam, as promoções, se assim podem ser chamadas, não lembram nem um pouco um bazar (em hebráico significa reunião de amigos) e tem como característica a coletividade, uma vez que diversas marcas expõe em espaços de outras lojas. (Colaborou Carlos Eduardo Kiatkoski)


