Há mulheres que precisam fazer verdadeiros malabarismos para conciliar todas as atividades do dia-a-dia. É o caso da vereadora de Londrina Sandra Graça, que além da jornada normal como bancária, ainda precisa de tempo para se dedicar à política, à família e aos afazeres domésticos. Ela é esposa, mãe, avó e também reconhecida pelas pessoas mais próximas como uma excelente cozinheira.
O preparo de qualquer refeição segue uma espécie de ritual. Os preparativos começam na véspera. ''Como a gente tem uma vida muito corrida, eu procuro organizar com antecedência as tarefas do dia seguinte''. Ela mesma vai às compras em um supermercado que já conhece muito bem e compra os ingredientes na quantidade certa, além de outros produtos que precise naquele momento. Embora reconheça que sejam mais práticos, ela não tem o hábito de usar alimentos congelados.
Sandra tem ''na cabeça'' tudo o que precisa comprar, ou seja, não faz a tradicional lista de compras. Ela também prefere ir ao supermercado nas primeiras horas da manhã, quando não há muito movimento e consegue cumprir a tarefa com calma.
''Ainda que eu adore estar sempre no meio de pessoas, não gosto de fazer compras em horários tumultuados porque isto prejudica o meu desempenho; a minha concentração tem que estar de acordo para que eu possa fazer a compra adequadamente''. Agora, se for apenas para ''passear'' no supermercado, ela não se incomoda com o tumulto, o barulho e as filas.
Preocupada em manter a harmonia no lar, Sandra sempre leva em conta os gostos de todas as pessoas da família quando percorre os corredores dos supermercados e procura atender às vontades de cada um. ''Antes de sair de casa, eu já converso com as pessoas para saber o que a gente vai comer, o que vai preparar - coisas simples e práticas, mas sempre procurando agradar um pouquinho o gosto de cada membro da família'', explica.
Sandra diz que faz uma compra geral de produtos básicos que dá para o mês ou mais, e outras compras ''menores'' por semana, de acordo com a necessidade. Ela tem uma preferência, quase exclusiva, pelas marcas consagradas, aqueles produtos tradicionais e bem conhecidos dos consumidores. ''Não que eu não experimente outras marcas, até faço isso para ver a qualidade, mas têm algumas que a gente não consegue abrir mão, não consegue obter o mesmo resultado; então eu fidelizo marcas'', afirma.
Ela se mostra preocupada também com o bem-estar da família e, por isso, procura equilibrar o consumo de produtos industrializados com alimentos naturais. ''A gente está tentando uma reeducação alimentar para ter uma vida mais saudável, mas não é fácil. Existe a tentação do chocolate, do refrigerante, de comer a bolacha na frente da televisão''.
E apesar dos hábitos urbanos, Sandra preserva algumas tradições do campo porque a família tem propriedade rural e ainda faz a linguiça de porco em casa, o bolo de milho verde, o queijo fresco e os doces de mamão, leite e goiaba. ''Mesmo com uma certa idade, o meu pai busca o leite na fazenda quase todo dia; são hábitos que a gente não perdeu'', diz.

Horários
A maioria dos supermercados de Londrina estará aberta neste feriado de quinta- feira. Alguns terão expediente até às 18 horas e outros até às 20 horas.

Movimento na Ceasa
Ao contrário dos últimos dias, a quarta-feira foi bastante movimentada na Ceasa de Londrina, sendo registrados, ao mesmo tempo, o aumento de oferta de vários produtos e a redução de oferta de outros. Confira alguns produtos que tiveram aumentos e redução de preços:

Altas
Ameixa preta importada, 40%
R$ 63,00/cxa 9 kg
Banana nanica, 44%
R$ 26,00/cxa 20 kg
Banana maçã, 40%
R$ 31,00/cxa 22 kg
Framboesa, 43%
R$ 10,00/cxa 2 kg
Laranja lima, 21%
R$ 34,00/caixa 25 kg
Mexerica, 40%
R$ 28,00/caixa 22 kg
Baixas
Abóbora cabotiá, 32%
R$ 15,00/cxa com 23 kg
Abóbora menina, 27%
R$ 11,00/cxa com 23 kg
Beterraba, 20%
R$ 8,00/caixa 23 kg
Cenoura de primeira, 23%
R$ 23,00/cxa 23 kg
Tomate rasteiro, 20%
R$ 12,00/cxa 23 kg
Manga tomi, 20%
R$ 8,00/cxa 10 kg

IGP-M reforça alta
  A inflação medida pela primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve leve desaceleração, e subiu 0,19% em outubro, ante 0,21% na primeira prévia em setembro. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado reforça a possibilidade de o IGP-M fechar o mês de outubro com alta em torno de 0,30%. O índice é usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica.

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