SUAS COMPRAS - Salada tem seu público no fast food
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
Ir ao fast-food e pedir um prato de salada. Para os adeptos dos sanduíches sulentos e cada vez mais incrementados, a cena parece surreal. Esse público, porém, está crescendo e conquistando espaço entre os frequentadores de redes de fast-food. São pessoas que buscam uma refeição mais leve e saudável, mesmo frequentando ambientes onde o lanche tem terreno fértil.
''Notamos que entre grupos de familiares ou amigos que vêm comer lanche, sempre existe alguém que prefere algo mais leve. Assim fomos acrescentando opções de saladas em nosso cardápio e hoje já temos um público cativo'', conta Maurício Eduardo Faiad, sócio-proprietário da rede Kero Ke Ry, com duas lojas em Londrina e uma em Porto Alegre. Segundo ele, hoje há uma parcela de consumidores que vai ao estabelecimento só para comer salada - produto que responde por 10% do faturamento da rede.
Só que as saladas que ganham a preferência nem sempre são compostas apenas de verduras e legumes. Uma pesquisa feita pela rede entre seus consumidores, segundo Faiad, apontou que o público deseja mais pratos prontos que equilibrem salada farta e carne grelhada. Tanto que a empresa deve incluir ainda neste mês no cardápio uma opção neste sentido. A novidade deve custar R$ 14,90 (prato para uma pessoa).
Hoje, a rede oferece cinco tipos de salada, que levam vários tipos de folhas - com predominância da alface americana -, legumes coloridos, tiras de filé de frango, iscas de peito de peru, queijo frescal, queijo parmesão ralado, palmito, tomate seco, croutons, entre outros ingredientes. Os preços variam de R$ 11,90 a R$ 13,90 (para uma pessoa). Para acompanhar, as pessoas podem pedir - à parte - filé-mignon, filé de frango e contrafilé grelhados. ''Só que o interesse desse público é que o cardápio traga uma opção já montada, com equilíbrio entre salada e grelhado'', complementa Faiad.
Esse público, segundo o empresário é formado por pessoas com idade média entre 20 e 35 anos, entre homens e mulheres. ''Antigamente, ninguém se importava em comer sanduíche com frequência. Hoje, existe maior preocupação com a saúde e muitos consumidores estão migrando para pratos mais leves'', avalia o empresário.
No Burger King, assim como em outras grandes redes internacionais de fast-food, a salada está presente há vários anos no cardápio. Mesmo que este não seja o foco da maioria dos consumidores. ''Comparada à linha de sanduíche, a salada tem pouca saída. Mas não abrimos mão de tê-la no cardápio, pois sempre tem procura, principalmente entre as mulheres. É um público que se mantém'', afirma André Bonifácio, gerente da rede em Londrina.
Ele explica que o cliente pode optar pela salada verde (alface roxa, cenoura, tomate e queijo parmesão), que custa R$ 10,50; e acrescentar ao prato algum tipo de proteína: frango grelhado (como churrasco) ou frango empanado. A salada com proteína (com é chamada) custa R$ 15,50. Ambas servem uma pessoa.


