O sabão em pedra é o produto mais antigo usado na limpeza doméstica. Durante séculos, o produto foi fabricado nos fundos dos quintais das próprias residências, o que ainda pode ser observado em algumas comunidades. Porém, com o advento da tecnologia, a indústria começou a produzir o sabão em larga escala. A utilização do produto pode ser exatamente a mesma ao longo da história, mas a exigência do consumidor é bem maior nos dias de hoje.
A dona de casa Cristina Dalberto compra um pacote de sabão com cinco pedaços a cada 15 dias. O que ela mais leva em conta é o cheiro e a consistência do produto, ou seja, ''se ele não derrete muito durante o processo de uso''. E para saber se o produto é bom ou não, Cristina diz que faz um teste.''Conforme a gente vai usando, vê se o produto é bom ou não; se for bom compro de novo''.
A maior reclamação dela, entretanto, é com as pessoas que fazem a limpeza em sua residência. ''Geralmente elas usam o sabão de forma menos adequada, deixando perto da água, e assim a gente gasta bem mais quando passa a bucha ou a espuma'', diz.
Na casa da professora Nilceli Uno o sabão em pedra é usado para lavar louças,
roupas e principalmente na limpeza que dá mais mão-de-obra. ''Para a limpeza pesada, o sabão em pedra é ideal; é melhor que o sabão em pó''. Um detalhe importante que ela leva em conta na hora de comprar o produto é a durabilidade: ''Tem sabão em pedra que é mais barato, mas não tem a mesma eficiência; e existem outros que, apesar de mais caros, compensa porque são mais eficientes e duram mais; hoje eu levo em conta mais a marca que o preço'', afirma.
A bióloga Elizabete de Oliveira Dorta usa pouco o sabão em pedra. Ela prefere o detergente líquido para lavar louças e o sabão em pó para lavar roupas. ''É um costume que vem de família; nós usamos o detergente porque é mais fácil e desengordura mais rápido''.

Consistência depende da fabricação
  O professor e químico José Carlos de Andrade Abrahão diz que o sabão em pedra tem como principais ingredientes a soda cáustica e a gordura animal. A combinação destes dois componentes permite que uma das partes do produto seja solúvel na água e outra parte na gordura, dai a importância do sabão na remoção de resíduos.
  Abrahão diz que a consistência do sabão varia muito em função da quantidade de água usada na fabricação do produto e também de outros ingredientes que as indústrias podem eventualmente utilizar para melhorar a qualidade.
  O professor explica ainda que os detergentes líquidos surgiram durante a Segunda Guerra Mundial, quando houve escassez de gordura animal. Os detergentes são produzidos a partir de alguns ácidos. Eles podem afetar a unha e a pele, dependendo da sensibilidade cutânea de cada pessoa.
  A vantagem dos detergentes, segundo ele, é que eles são biodegradáveis, ou seja, não agridem tanto o meio
ambiente. (E.A.)

Baixas na Ceasa
Três produtos sofreram redução de preços na Ceasa de Londrina ontem.
Cenoura, 20%
R$ 16,00/cxa 23 kg
Tomate longa vida, 20%
R$ 20,00/cxa 20 kg
Cebola nacional, 25%
R$ 6,00/saco 20 kg
Alta
E apenas um produto teve alta de preço na central atacadista. O limão taiti subiu 34%, passando para R$ 70,00 a caixa com 27 quilos.
Azedo demais
O preço do limão taiti merece uma observação. No período de safra, o preço da caixa do fruto com 27 quilos fica entre R$ 20,00 e R$ 25,00 e quando há excesso de oferta o preço chega a cair para R$ 6,00 a mesma caixa. Agora está em R$ 70,00; ou seja, quase 12 vezes mais.

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