O proprietário de carro a álcool em Londrina está com bons motivos para comemorar. O preço do combustível caiu entre 10 a 15% nos últimos dias, o que representa uma economia de R$ 0,25 por litro, em média. Ou seja, quem abastece 40 litros por semana vai economizar aproximadamente R$ 10,00, o que corresponde ao ganho de meio tanque extra no fim do mês, dependendo do tipo de veículo. A maioria dos consumidores não esperava a redução de preços do álcool e também não está confiante com a manutenção dos novos valores por muito tempo.
O analista de sistemas Olavo Bergamasco diz que notou a redução no preço do álcool em torno de 15% nos últimos dias. ''Isso, com certeza, é bom para o consumidor porque mexe diretamente no bolso''. Bergamasco viaja com frequência às cidades próximas de Londrina e consome 80 litros de álcool por semana, em média.
Segundo ele, a redução de preços incentiva o consumo do produto. ''Quanto menor o preço, mais a população sai de casa com o carro, o que ajuda a economia a girar''. O analista de sistemas observou também que atualmente é grande a diferença do preço do álcool entre os postos de Londrina e acha que a estabilidade de preços nas próximas semanas depende de um acordo entre as usinas, as distribuidoras e os revendedores.
Para o agenciador de cargas Gilmar Antonio dos Santos, ''a redução do preço do álcool é boa para o consumidor'', mas garante que não vai alterar seu consumo por causa disso. ''A gente não pode extrapolar não; vou manter o mesmo consumo porque se aumentar fica difícil voltar atrás depois''. Santos abastecia seu carro onde o litro estava a R$ 1,16. E mesmo sem saber os motivos, achou estranho que o preço do mesmo combustível estivesse em torno de R$ 1,40 em outro estabelecimento próximo. Ele, entretanto, não está muito otimista com a manutenção do preço atual. ''Deu uma boa melhorada, mas acho que isso deve durar no máximo um mês''.
A empresária Maira Kuster Ribeiro ficou sabendo da redução do preço quando foi abastecer seu carro, o que faz apenas uma vez por mês. O consumo de Maira é pequeno porque tanto o local de trabalho quanto a escola da filha ficam perto de sua casa. Ela diz que abastece sempre no mesmo posto, independente de preço, por uma questão de confiança. ''Não vale a pena ir atrás de preço e correr o risco de um combustível adulterado; prefiro uma coisa de qualidade. Sei de gente que abastece em Cambé por uma diferença de centavos; acho que não compensa''. Apesar de não se importar tanto, a empresária disse que ficou surpresa e feliz com a redução do preço do álcool.

Redução é atribuída à concorrência
  A tomar por base as declarações do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, cerca de 70% dos donos de postos de combustíveis de Londrina estariam praticando fraudes. Fregonese afirmou, no final de semana, que a venda do litro do álcool a menos de R$ 1,18 é impraticável e que só seria possível mediante irregularidades. Uma pesquisa feita ontem à tarde pela FOLHA em 26 postos de combustíveis na área central da cidade, comprovou que 19 deles vendem o combustível por menos de R$ 1,18.
  Um empresário de um dos postos pesquisados considera ‘‘infeliz’’ a declaração do presidente do Sindicombustíveis. Segundo ele, a redução do preço do álcool se deve à concorrência acirrada entre os postos e não não tem nada a ver com o preço do produto na usina. Mesmo assim, ele afirma que a tendência é a volta aos preços praticados no final de janeiro. Na semana passada, o preço mínimo registrado em Londrina foi de R$ 1,08 o litro. Esta semana já aumentou para R$ 1,14. O preço máximo, entretanto, caiu de R$ 1,45 na semana anterior para R$ 1,39 esta semana. (E.A.)

PECHINCHA

Pão sobe na periferia
O preço do pão francês na periferia de Londrina está se aproximando do preço do produto no centro da cidade. Tradicionalmente, o pão francês sempre custou em torno de 40% menos na periferia.

Quilo chega a R$ 5,00
Mas nos últimos dias, o quilo do pão chegou a R$ 5,00 em vários pontos de venda nos bairros, o que corresponde a um aumento em torno de 25%. As padarias no centro estão com preço entre R$ 5,50 e R$ 6,00 o quilo.

Tendência de aumento
Várias ainda mantém seus preços porque estão com estoque de farinha de trigo. A tendência, no entanto, é o aumento de preços assim que chegar uma nova remessa da matéria prima importada. Ai, o consumidor poderá ter uma surpresa (não muito agradável)

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