Quem participa da rotina da cozinha em uma casa sabe muito bem a falta que pode fazer um simples abridor de latas ou a borracha de uma panela de pressão. As pessoas quase sempre só percebem a necessidade dos utensílios domésticos quando eles estão em falta. São produtos que podem durar vários anos, dependendo da maneira como são cuidados, assim como podem perder a serventia em poucos segundos. Por exemplo, quando se coloca uma bacia plástica na ‘‘boca’’ de um fogão ainda quente.
  A pianista Maria Luiza Rodrigues Sambatti diz que a durabilidade desses produtos é um detalhe a ser considerado. Segundo ela, ‘‘o mar não está para peixe e a gente tem que controlar bem o que gasta’’. Para Maria, o quanto um produto dura ‘‘depende mais dos cuidados que a gente tem em casa do que do material usado pela fábrica’’. Ela prefere os produtos em aço inox e os plásticos para congelar alimentos.
  A professora Marilene Pelisson foi a uma loja especializada em utilidades domésticas apenas para comprar um espremedor de alho. Em outros dias, ela já comprou potes de plásticos, cestos para lixo e talheres. Para ela, os produtos de hoje são tão duráveis quanto os de antigamente. ‘‘É só uma questão de saber escolher’’, afirma.
  A publicitária Bruna Manttovanni foi escolher uma garrafa térmica para a agência onde trabalha. Fez questão de comprar um produto de boa qualidade e com garantia. Ela disse que já havia comprado outras garrafas a preços mais baixos, mas duraram pouco tempo. ‘‘Às vezes, o barato sai caro’’, cita.
  Everson César Vanzo é dono de uma casa de sucos e lanches. Ele acha interessante a existência de lojas especializadas neste segmento ‘‘porque a gente acha tudo o que precisa em um lugar só’’. Em função da atividade que exerce, o comerciante está sempre comprando taças, copos e talheres, entre outros produtos. ‘‘No tipo de comércio que exerço, os materiais de vidro duram pouco, por isso a gente precisa estar sempre fazendo a reposição de material novo’’. Apesar da freqüência, ele faz questão de ‘‘manter a qualidade’’.
  O empresário Rafael Guerzoni é sócio de uma empresa que está no ramo de utilidades domésticas há 32 anos. A rede de lojas dele trabalha com cerca de 5 mil itens e vende desde um simples abridor de latas para a dona de casa como o suprimento completo para bares, hotéis e restaurantes. Ele considera que é importante a loja oferecer uma grande variedade aos clientes, ‘‘com produtos bons, bonitos e de qualidade’’. Para cada produto, ele oferece ao menos três alternativas para o consumidor. ‘‘A gente precisa ter cuidado com o que vende, precisa ser sincero com o cliente, explicar certo e se o produto não for de boa qualidade, oferecer opção’’, afirma.

Alta na Ceasa
Apenas um produto sofreu aumento de preço na Ceasa de Londrina nesta quarta feira. A laranja pêra subiu 30%, passando para R% 13,00 a caixa com 27 quilos.

Promoções
Confira agora os preços de alguns produtos em uma rede de supermercados de Londrina que faz promoção na quarta feira:
– Batata monalisa, R$ 0,69 o quilo;
– Cenoura, R$ 0,59 o quilo;
– Alface americana, R$ 0,69 a unidade; e
– Banana nanica, R$ 1,39 o quilo.

Nem tanto assim
Pelo menos três produtos foram ‘‘excluídos’’ das promoções:
– O chuchu estava a R$ 2,29 o quilo;
– A vagem a R$ 4,59 o quilo; e
– O quiabo a R$ 3,05 o quilo.

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