O peixe é citado em vários momentos da Bíblia como sinônimo de abundância. E um dos trechos mais conhecidos é o ''milagre da multiplicação'', quando Jesus alimentou milhares de pessoas com apenas ''dois peixes e cinco pães''. O peixe é lembrado também quando acontece alguma situação adversa: ''O mar não está para peixe'', diz o povo.
Ele é considerado um alimento de alto valor nutricional, mas a maioria não gosta muito do produto. Mesmo assim, os peixes têm a sua legião de consumidores. E a sardinha aparece como uma campeã na preferência.
O agricultor Paulo Delalibera, 76 anos, estava na feira para comprar sardinha e filé de tilápia, entre outras mercadorias. ''Dizem que o filé de tilápia é muito bom e vou experimentar, e eu gosto da sardinha porque tem ferro''. Ele diz que tem o colesterol ''baixíssimo'' por causa do consumo de peixe: ''Em casa a nossa alimentação é saudável e a gente evita o que provoca colesterol''. Para ele, é importante a pessoa preservar a saúde: ''Não dá para não considerar este aspecto'', afirma.
A enfermeira Márcia de Oliveira também comprou filé de tilápia e sardinha. Ela compra estes produtos uma vez por semana, mas parece não ser muito fã de peixes.''Além de um pouco caro, acho um sacrifício comer peixe''. Mas admite que ''é uma necessidade por questão de saúde''.
A dona de casa Leonilda Botigeli Pedreiro estava comprando sardinhas apenas para satisfazer a vontade. ''De vez em quando é bom'', afirma. Ela está evitando o consumo de carne vermelha e, por isso, compra peixe uma vez por semana também pensando em uma vida saudável.
O feirante Sidnei Brito trabalha no ramo há quatro anos e demonstra conhecimento sobre seus produtos, em especial a sardinha. ''Ela é boa para combater a osteosporose porque tem ômega 3, e além disso, a sardinha não sobrevive em água suja''. Sidnei vende a sardinha por quilo, em peso bruto, mas a maioria prefere levar apenas o filé para casa. O trabalho de retirada da cabeça e das vísceras é feito por ele mesmo e seu auxiliar Claudiomir França. ''A limpeza é por conta da casa'', diz. Além da sardinha, que é o peixe mais procurado, o feirante ainda vende cascudo, tainha, corvina, mandi, piapara e lambari.
A nutricionista Débora Sorgi reconhece que o peixe é um dos alimentos mais ricos que existe, mas conversando com seus pacientes, decobriu que entre os tipos de carnes, o peixe é o mais recusado. ''A maioria tem aversão principalmente ao peixe de água doce. As pessoas reclamam que este peixe tem gosto de barro, o que não é real'', afirma.
Débora aponta uma série de benefícios do consumo de peixe para a boa nutrição: em primeiro lugar, devido à qualidade proteíca, por terem a composição dos aminoácidos essenciais; são ricos em ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 o que, em proporções adequadas, contribuem para a prevenção de várias doenças, em geral as cardiovasculares, os derrames e a hipertensão; contribuem para a melhora do sistema imunológico e possuem as vitaminas A, E, D, B1, B3 e B5.
Quanto à sardinha, a nutricionista afirma que o feirante tem razão ao destacar suas qualidades. Débora indica a sardinha para qualquer pessoa, ''pois além de ser um alimento muito rico e saboroso, não tem um custo alto''. Ela também traça um perfil das pessoas em relação ao consumo de peixe.''As que mais precisam são as que menos gostam'', afirma. E recomenda o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana: ''Na verdade, isto deveria ser um hábito''.

Última hora
Faltava pouco tempo para a estréia do Brasil na Copa do Mundo. Apesar disso, as lojas de eletrodomésticos registraram um extraordinário número de pessoas comprando aparelhos de televisão. Só uma rede de loja vendeu 40 unidades na manhã de terça feira.

Febre alta
Nas lojas de artigos esportivos, o movimento foi bem maior. Em uma delas, no centro da cidade, a gerência precisou baixar as portas e organizar uma fila para atender os compradores interessados em bonés, camisetas, cornetas e bandeiras. Mas o sacrifício valeu a pena.

Kit torcedor
E um grande supermercado de Londrina baixou o preço do kit torcedor, que tem uma bola e uma camiseta. Estava a R$ 79,90. Passou para R$ 19,90. As camisetas vendidas separadamente e as mochilas também estão a R$ 19,90.

Dia atípico
O movimento na Ceasa de Londrina foi relativamente pequeno nesta quarta feira, em comparação com outros dias ‘‘normais’’. A quarta-feira ficou entre a ‘‘ressaca’’ do jogo de terça e o feriado de hoje. E contrariando a tendência de preços estáveis, houve reajustes em quatro produtos.

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