Suas compras - Produtos de higiene e limpeza caem 1,38%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de agosto de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os produtos de higiene e limpeza tiveram queda de 1,38% em julho. O principal motivo que levou a esta redução foi a cotação do dólar que sofreu desvalorização em relação ao real. Muitos produtos deste segmento têm insumos importados na composição e, por isso, ficaram mais baratos para o consumidor final.
Os itens de limpeza apresentaram uma redução de 1,53% influenciada principalmente pelas quedas no sabão em pó (-3,52%), no sabão em barra (-7,39%), e no amaciante (-7,10%). Os produtos de higiene tiveram um pequeno aumento de 0,154%, consequência das altas ocorridas no sabonete (7,16%) e papel higiênico (1,56%), apesar das quedas nos preços do xampu (-7,22%) e no condicionador (-5,69%).
Nos produtos de limpeza, as maiores variações entre o maior e o menor preço foram no balde (323%), vassoura (120%), sabão em barra (117,11%), pano de chão (103%) e álcool (82,87%). Nos produtos de higiene as maiores variações foram no xampu (81,45%), desodorante (71,63%) e creme para a pele (66,53%).
O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, destacou que os setores de alimentos e higiene e limpeza apresentaram deflação no primeiro semestre do ano. Além disso, estes produtos representam cerca de 30% do orçamento familiar e, por isso, tem um peso grande nas contas das famílias.
O levantamento de preços é realizado pelo Dieese a pedido da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Feaconspar). Segundo o diretor da federação, João Gerônimo Filho, esta pesquisa vai subsidiar a entidade nas negociações coletivas e nas concorrências públicas do setor, além de ser um serviço para a população paranaense.
Vendas em supermercados recuam 1,86%
Paula Puliti
Agência Estado
São Paulo - As vendas reais do setor supermercadista caíram 1,86% em junho, na comparação com maio. Mas, levando em conta a inflação do período, as vendas nos supermercados foram 2,07% menores no mês de junho. Na comparação com junho de 2005, as vendas reais recuaram 2,28%. Com o resultado de junho, o desempenho no primeiro semestre registrou perda nas vendas reais de 2,74% ante o primeiro semestre do ano passado. A variação nominal foi de 2,03%. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Segundo a entidade, a queda de 1,86% sobre maio é resultado do calendário, já que junho contou com um dia a menos. Também houve impacto da cesta de alimentos Abras Mercado, indicador que apresentou queda real de 2,15% sobre maio.
Com esses números, a Abras revisou para 1,5% a projeção de alta das vendas reais neste ano. A previsão anterior, divulgada em janeiro, era de incremento de 2,5%. O presidente da entidade, João Carlos de Oliveira, afirmou que, apesar da revisão para baixo, a estimativa é muito boa, pois reverterá a queda de 2,74% nas vendas reais do primeiro semestre. Pelos cálculos do executivo, o faturamento real do setor deve crescer pouco mais de 4% nos seis últimos meses do ano para compensar o recuo do primeiro semestre.
No ano passado, o aumento do faturamento real do setor foi de 0,66%, enquanto o volume físico de vendas teve alta de 5,1%. Essa diferença explica-se basicamente pela queda nos preços dos produtos. Pelos cálculos da Abras, tendo como base os quatro primeiros meses deste ano, a diferença entre o volume de vendas físicas e o faturamento está na casa dos 3 pontos porcentuais, o que comprova o impacto da queda dos preços no faturamento.
Segundo o presidente da Abras, as vendas físicas não estão ruins, mas os preços dos produtos caíram em média 4% no primeiro semestre. A queda nos preços beneficia duplamente o consumidor, que aproveita os preços mais baixos para economizar e pagar dívidas antigas, disse Oliveira, ressaltando: Esse descompasso entre preços e faturamento prejudica o supermercadista, que vê queda na rentabilidade.
No primeiro semestre, os produtos que apresentaram maiores quedas nos preços foram tomate (44%), batata (33%), frango congelado (21%), pernil (13%), leite em pó integral (11%), carne traseira e queijo prato (8%) e óleo de soja (6%).
O Índice Nacional de Vendas da Abras é resultado de pesquisa em mais de 600 lojas, em 19 capitais, com 35 produtos. No ano passado, os supermercados brasileiros venderam o equivalente a R$ 108 bilhões.
Nova esperança
O frio dos últimos dias não foi suficiente para aquecer o comércio de roupas de inverno nas lojas de Londrina. A esperança dos comerciantes, agora, é a proximidade do Dia dos Pais. Mas segundo estudo da Serasa divulgado ontem, o otimismo dos lojistas com as vendas diminuiu em relação a outras datas comemorativas do ano. Dos 919 comerciantes ouvidos em todo o País entre os dias 5 e 11 de julho deste ano, apenas 32% disseram que esperam aumento do faturamento com a venda de presentes para os pais.
Ponto de vista
Os consumidores, de certa maneira, acham que os preços nas feiras do centro de Londrina são mais altos em comparação com as promoções dos supermercados e as feiras da periferia. Mas, de vez em quando, aparece alguns produtos com preços bem baixos. Ontem, por exemplo, havia um tipo de batata monalisa sendo vendido entre R$ 0,45 e R$ 0,60 o quilo. O problema era a qualidade.


