Curitiba - A compra do presente do Dia das Crianças pode ser um momento de diversão ou tornar-se uma grande dor de cabeça. Tudo vai depender da maneira como os pais conduzem o diálogo com os filhos para ambos chegarem a um consenso do que vai ser comprado. Quanto mais próximo da data, os pais também precisam estar preparados para enfrentar lojas cheias, filas, além de correrem o risco de não encontrarem algum produto. As indústrias de brinquedos mantiveram os preços estáveis neste ano mas, isto não é prerrogativa para deixar a pesquisa de preços de lado. Vale lembrar que os lançamentos, geralmente, acabam tendo preços maiores.
Com dois filhos, um menino de três anos e uma menina de 9, a securitária Daniele Cunha Pizzatto, 34 anos, conta que começou a maratona no domingo para escolher os presentes. Primeiro ela perguntou o que a filha queria ganhar. Para surpresa da mãe, a menina pediu uma boneca que custa R$ 800. Antes de levar a filha para escolher o que ela gostaria de ganhar, Daniele pesquisou preços em quatro lojas para verificar a variedade de produtos.
''Primeiro levo os meus filhos na loja para eles mostrarem o que gostariam de ganhar'', disse. No dia seguinte, ela vai sozinha à loja para fazer a compra. ''É uma questão de botar ordem nas coisas'', disse. Ela procura casar o gosto da criança com o preço.
Daniele contou que os seus dois filhos apontaram, num primeiro momento, as opções mais caras. O próximo passo, é moldar o gosto dos filhos com o valor que ela disponibiliza para a compra. Para isso, ela explica que é preciso que a mãe conheça bem o seu filho e saiba convencê-lo. Ela contou que Arthur queria uma caixa grande com peças de animais de zoológico. Daniele disse que dá para negociar com a criança e comprar os bichinhos por partes, aproveitando várias datas comemorativas, até que a coleção fique completa.
''Se tiver manha, vai (a criança) embora para casa sem o brinquedo'', disse Daniele. Arthur quer uma pista para brincar com carrinhos, as peças de animais ou um trenzinho.
Daniele conta que a filha Gabriele foi na loja a primeira vez e não encontrou nada. Depois queria uma boneca que custava R$ 800. ''Nesta idade a criança não sabe se quer brinquedo ou outro tipo de presente'', disse. A menina escolheu um tênis com rodinhas que custa R$ 160. Com Arthur, a mãe pretende gastar até R$ 70.
Para os pais que forem sair com os filhos para fazer a compra do presente, ela aconselha explicar antes para as crianças qual é o limite de gastos. ''De preferência, o melhor é os pais comprarem o presente sozinhos'', disse. Outra sugestão é pesquisar preços em folhetos e pegar dicas com amigos. ''Se os pais forem levar o filho junto, fazer do momento uma diversão, sem estresse'', sugere. ''Caso a criança comece a chorar e fazer birra, o melhor é levar embora para casa para que na próxima compra a situação não seja pior'', prevê.
O dono da loja Titá, Hélio Lopes, na qual Daniele pesquisava opções de brinquedos, disse que a melhor forma de comprar é primeiro trazer o filho para escolher e depois fazer a compra sem a criança. Ele disse que se a criança vai junto na loja, sempre vai querer ganhar o presente na hora.


Produtos piratas podem expor crianças a riscos

Folhapres
  São Paulo - Bonecas feitas de lixo hospitalar reciclado ou com excesso de metais pesados, carrinhos que soltam peças que podem ser engolidas e brinquedos com arestas ou pontas afiadas. Com participação de 15% do setor e consumidos por um em cada quatro brasileiros, os brinquedos pirateados representam um risco à saúde das crianças.
  Análises feitas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em brinquedos piratas apreendidos revelaram dados assustadores. Uma boneca de plástico, por exemplo, tinha na composição 298 mg/kg de chumbo, valor três vezes acima do máximo aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 90 mg/kg. O excesso desse metal pesado, que dá a cor vermelha dos brinquedos, contamina o sistema nervoso, a medula óssea e os rins. Também interfere nos processos genéticos ou cromossômicos.
  Segundo Luiz Paulo Barreto, presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), um dos casos mais alarmantes aconteceu há um ano. Análises químicas mostraram que bonecas pirateadas da China foram confeccionadas com resíduos plásticos hospitalares. ‘‘Ao presentear os filhos com um brinquedo pirata, os pais podem estar expondo a integridade deles em risco’’, alerta.
  Outro problema constatado pelo Inmetro é que os brinquedos pirateados não apresentam o texto obrigatório para restrição de faixa etária ou recomendações antes do uso.
  Mesmo com tantos perigos, 24% dos brasileiros dizem comprar brinquedos pirateados, revelou uma pesquisa da Câmara de Comércio dos EUA, realizada ano passado. Em média, são comprados nove brinquedos por ano, com valor aproximado de R$ 18 cada.


Promoções
As promoções dos produtos hortifruti nos supermercados de Londrina começam sempre às terças-feiras. E ontem, um destes estabelecimentos estava com os seguintes preços:
Tomate, R$ 0,68/kg
Chuchu, R$ 0,95/kg
Cenoura, R$ 0,98/kg
Vagem, R$ 3,99/kg
Pepino caipira, R$ 1,45/kg
Cebola, R$ 0,68/kg
Ovos brancos, R$ 0,99/dúzia
Banana nanica, R$ 0,45/kg

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