Os preços dos alimentos recuaram 0,53% no mês passado em Londrina. Dos 13 itens pesquisados, sete tiveram seus custos reajustados, enquanto os preços de outros seis ficaram mais baixos (veja quadro). Em março uma família (dois adultos e duas crianças) gastou R$ 515,84 para se alimentar, enquanto uma pessoa teve que desembolsar R$ 171,95. Segundo pesquisa que apura a variação do preço da cesta básica, neste ano os alimentos acumulam queda de 2,35%, enquanto nos últimos 12 meses o custo subiu em 17,38%.
O economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Universidade Pitágoras e coordenador da pesquisa, a diferença de preços entre o supermercado mais caro e o mais barato foi de 31,69% o equivalente a R$ 149,16 na compra para a família. No estabelecimento com preços mais altos uma pessoa gastou R$ 206,60, enquanto a família desembolsou R$ 619,81. Já no supermercado com preço mais baixo, a compra para uma pessoa ficou em R$ 156,89 e R$ 470,66 para a família. A pesquisa é feita em nove supermercados da cidade, sendo dois localizados em bairros.
''A diferença de preços entre os supermercados justifica a pesquisa de preços'', enfatizou o economista. Segundo o levantamento, se cada produto fosse comprado no estabelecimento mais barato uma pessoa gastaria R$ 133,08, enquanto a família pagaria R$ 399,25 pelos alimentos. ''A família economizaria R$ 220,56 ou 55,24%'', informou. Entre produtos, a maior diferença apurada foi no preço da batata que ficou entre R$ 0,49 a R$ 1,89, variação de 285,71%; também foi verificada diferença de 178,95% no custo da banana, que ficou entre R$ 0,57 e R$ 1,59.
Entre os consumidores há a percepção de aumento de preços dos alimentos. Para a cabeleireira Maria Helena Vaz Romero, as hortaliças em geral estão mais caras. ''Também há muita diferença (de preços) de um mercado para o outro'', comentou. Ela disse acompanhar as promoções e que sempre procura os menores preços.
Segundo ele, a compra de hortifruti está complicada, devido aos altos preços e qualidade ruim dos produtos. ''É difícil achar hortaliças de boa qualidade. Estou substituindo alguns e os produtos que estão bonitos, estão muito caros'', comentou.
O médico Júpiter Silveira também não acompanha a variação de preços porque sua esposa é a responsável pelas compras. ''Sei que está subindo porque vejo as notícias, mas não acompanho. Também não sou um freguês fiel, compro nos supermercados pela facilidade'', disse.

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