As livrarias que trabalham com o segmento religioso estão se especializando cada vez mais. Em Londrina, por exemplo, existem livrarias espíritas, católicas, evangélicas e cristãs (que vendem as publicações católicas e evangélicas). Os livros religiosos também podem ser encontrados em algumas livrarias que oferecem variedade de temas. Há também os livros religiosos que não são vendidos em livrarias, pois têm suas próprias editoras e preferem a venda direta a seus seguidores.
Independente de religião, o segmento tem sua clientela garantida. O comerciante Luiz Ricietto é católico, mora em Pitanga, no centro do Paraná, e sempre que vem à casa de familiares em Londrina, aproveita para visitar tais livrarias. Ricietto, que é coordenador da Pastoral do Dízimo em sua comunidade, diz que compra livros sobre o ministério de cura e libertação, catequese, documentos da Igreja e bíblias. ''Todo material de formação e informação é importante'', afirma. O comerciante diz que tem sete ou oito bíblias em casa. A última que ele comprou foi uma editada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A professora Suely de Azevedo se considera uma cliente assídua em lojas de artigos religiosos. Ela compra pulseiras, orações, bíblias e livros sobre os santos, que são seus preferidos. ''Estes livros têm sido muito úteis para que eu tenha uma postura de vida correta, tenha atitude; desde criança eu tomo por base os 10 Mandamentos. É fundamental'', afirma.
Para o professor universitário Cristiano Ferreira, ''os livros religiosos são importantes para a formação das pessoas, para que você escolha seus caminhos''. Um de seus escritores preferidos é o padre Jonas Abib, autor do livro ''Sim sim, não não''. Segundo ele, é uma obra interessante porque ''mostra o livre arbítrio que a pessoa tem, a opção de escolha; não impõe nada'', justifica.
De acordo com o professor e teólogo José Garcia Gonzales Neto, o aumento da procura por livros religiosos ''é um fenômeno que se acentuou com a pós-modernidade, a partir da década de 1980, e faz parte da busca contínua do ser humano pelo transcendental''. O professor explica que o momento atual, em termos de espitirualidade, é o oposto do verificado nas décadas de 1960 e 70, que ele chama de ''racionalistas ou frias''.
Gonzales falou também sobre o lançamento de vários títulos, nos últimos anos, que tem Jesus Cristo como a figura central, alguns dos quais ainda causam bastante polêmica. ''Cristo é muito bom de mídia e qualquer coisa que se fale sobre ele sempre acaba resultando em sucesso'', argumenta.


Bíblia é campeã em vendas

  Mesmo sem aparecer no rancking dos mais vendidos, a Bíblia Sagrada é um dos livros mais procurados nas livrarias de artigos religiosos. Só a livraria da Catedral de Londrina vende cerca de 280 unidades, em média, por mês. E segundo o gerente Fernando Bertolino este número sobre para 2000 exemplares em setembro, que é o mês da Bíblia. ‘‘É uma venda extraor-dinária’’, afirma. Cada exemplar custa R$ 18,00, dependendo da edição, e a Bíblia ilustrada custa em torno de R$ 80,00.
  Bertolino acredita que o aumento da procura por livros religiosos se deve ‘‘à necessidade que as pessoas têm de acompanhar a doutrina da Igreja e também para o desenvolvimento pessoal’’. (E.A.)


Altas na Ceasa
A semana terminou com alta de preços de dez produtos na Ceasa de Londrina.
- Caju, 30%, R$ 17,00 a caixa com 2,5 quilos
- Caqui chocolate, 23%, R$ 89,00 a caixa com 20 quilos
- Kiwi nacional, 38%, R$ 50,00 a caixa com 10 quilos
- Kiwi importado, 52%, R$ 84,00 a caixa com 10 quilos
- Maça argentina, 25% R$ 50,00 a caixa com 20 quilos
- Mamão papaya, 20% R$ 18,00 a caixa com 6,5 quilos
- Manga tomi, 31% R$ 29,00 a caixa com 22 quilos
- Uva rubi, 27% R$ 23,00 a caixa com 8 quilos
- Ervilha, 20% R$ 30,00 a caixa com 15 quilos
- Atemóia, 25% R$ 15,00 a caixa com 4 quilos

Novo visual
Alguns estabelecimentos comerciais de grande porte em Londrina adotaram um novo conceito visual e para isso passaram por complexas reformas, mas sem deixar de atender seus clientes. Uma loja mudou seu visual ‘‘da água para o vinho’’. O tamanho permanece o mesmo, mas ‘‘visualmente’’ parece bem maior.

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