SUAS COMPRAS - Óleos ganham espaço com embalagem pet
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segunda-feira, 18 de setembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O óleo de soja em lata está desaparecendo do mercado. Se há alguns anos a mudança de embalagem nem sequer era cogitada, hoje a embalagem pet, o plástico poli tereftalato de etileno, domina completamente as gôndolas nos supermercados. As latas ainda permanecem graças a uma pequena parte dos consumidores que resiste à mudança. Este espaço é inferior a 10% na maioria dos estabelecimentos.
A enfermeira Pedrilha dos Santos deixou de comprar óleo de soja em lata desde que conheceu a embalagem pet. ''Acho esta embalagem mais higiênica porque a gente está vendo o produto e é mais fácil lidar porque o óleo não fica escorrendo'', afirma. Para ela há praticidade também em termos de manuseio. ''Para quem cozinha todo dia, esta embalagem é mais prática, você abre e fecha sem problemas''. Pedrilha lembra ainda que era comum encontrar latas de óleo de soja com a embalagem amassada.
O universitário Guilherme Lanze compra o produto em embalagem pet desde que veio para Londrina há quatro anos. Ele mora com outros estudantes em uma ''república'', onde todos precisam cozinhar. ''A gente gosta mais da embalagem pet porque ela não suja igual a lata''. Além da questão da limpeza, Lanze aponta o aspecto estético como outro motivo para justificar a mudança. ''Na embalagem plástica, a gente vê o produto que está consumindo. Neste sentido fica bem mais fácil na hora de comprar, dá para escolher melhor'', afirma.
Mesmo com uma série de argumentos a favor, a artesã Zeni Guimarães prefere comprar o óleo de soja em lata. ''Ouvi dizer que a embalagem plástica pega calor e isto não faz bem para a saúde; por isso, acho que a embalagem em lata é mais confiável''. Zeni já comprou o óleo de soja em embalagem plástica e que não percebe nenhuma diferença entre as duas em termos de preço ou de aproveitamento, mas por questão de segurança se mantém fiel à embalagem em lata.
Cooperativa envasa 350 mil unidades/dia
A primeira empresa a colocar o óleo vegetal em embalagem plástica nas gôndolas dos supermercados em âmbito nacional foi a Cocamar Agroindustrial, com sede em Maringá, na década de 1980. O material usado era o PVC biorientado, uma tecnologia francesa especial para envase de óleos vegetais. O objetivo era aposentar a lata, considerada obsoleta e, ao mesmo tempo, permitir ao consumidor visualizar o produto que estava comprando.
Segundo a cooperativa, a nova embalagem foi bem aceita pelos consumidores, mas no começo foram identificados alguns problemas durante o transporte, quando algumas embalagens eram danificadas, causando vazamento. Com o aparecimento das embalagens pet, este problema foi resolvido. Hoje, a Cocamar usa as embalagens pet para envasar óleos de soja, milho, girassol e canola. As garrafas são produzidas na própria unidade de envase da cooperativa, sendo usadas 350 mil unidades por dia. A vantagem do pet sobre o PVC está na maior resistência, custo e melhor transparência.
A Cocamar descarta a possibilidade da temperatura ambiente causar problemas ao óleo em embalagens pet, como sugere uma consumidora, já que são tomados todos os cuidados necessários para o transporte do produto e cita exemplos de outros produtos que utilizam o mesmo tipo de embalagem, em especial os refrigerantes.(E.A.)
Outros produtos
Óleo de soja, R$ 1,59/lata
Feijão carioca, R$ 1,79/kg
Farinha de trigo,
R$ 4,99/pcte 5 kg
Movimento
na Ceasa
A semana começou com alta de preços de dois produtos e queda de preços de outros três na Ceasa de Londrina.
Altas
Maracujá doce, 20%
R$ 30,00/caixa 18 kg
Batata monalisa, 48%
R$ 40,00/saco 50 kg
Baixas
Couve-flor, 22%
R$ 14,00/dúzia;
Chuchu, 33%
R$ 20,00/caixa 22 kg
Vagem de primeira, 25%
R$ 35,00/caixa 19 kg
O exemplo
da batata
A tendência de alta da batata monalisa já podia ser observada nos últimos dias, quando os supermercados estavam vendendo o produto a menos de R$ 1,00 o quilo e agora já está acima deste valor.


