O mercado de cosméticos e perfumaria não para de crescer. De olho em consumidores ávidos por novidades e em busca de beleza e bem-estar, as empresas lançam quase que diariamente novos produtos. Segundo dados da Associação das Indústrias do setor (Abihpec), o faturamento em 2008 alcançou a casa dos R$ 21 bilhões. Um produto, em especial, já há anos no mercado, se mantém entre os preferidos de alguns consumidores e tem ajudado a alavancar as vendas do segmento: os óleos corporais.
Por meio de inovações constantes, os óleos são aprimorados, ganham tecnologia e conquistam cada vez mais usuários. No ano passado, o segmento faturou R$ 235 milhões e registrou crescimento de 23% em relação a 2007, conforme dados divulgados pela Natura.
Apesar do crescimento, a venda de óleos corporais teve apenas 2% de participação no mercado de perfumaria e cosmésticos, em 2008. ''É um segmento pequeno em relação aos de comésticos de uma forma geral, mas tem crescido significativamente'', afirma Ana Carolina Aguiar, gerente de marketing e inovação da Natura, que credita esse acréscimo nas vendas aos constantes investimentos.
A pequena partipação dos óleos no mercado em geral, acredita Carolina, deve-se principalmente à pouca publicidade destinada aos produtos do genêro. Segundo ela, dados do Ibope apontaram que em 2008 toda a indústria investiu cerca de R$ 13 milhões. Como base de comparação, a gerente de marketing citou os investimentos publicitários em sabonete: R$ 130 milhões.
Além disso, Carolina apontou que ainda existem alguns mitos relacionados aos óleos corporais, por exemplo, quanto à hidratação da pele, os quais limitam as vendas. ''Quem não usa óleos corporais é porque tem pouca informação sobre os benefícios do produto e de como usá-lo. E saber usar o produto faz toda a diferença'', observa. Sem dar detalhes e precisar números, a representante da marca adiantou que a empresa tem procurado investir mais na divulgação desses produtos e desmitificar o uso.
Uma das pioneiras na fabricação de óleos perfumados de banho no País, a Natura reforça frequentemente o expertise da empresa na categoria. Carolina lembra que o primeiro óleo corporal da empresa foi o da marca Séve e chegou ao mercado em 1983. Começou com o óleo de amêndoas e hoje, além de edições limitadas, conta com outras três fragâncias.
Além dessa categoria, a representante lembra que a empresa foi a primeira a colocar no mercado brasileiro o óleo trifásico, em 2000. E, no ano passado, a marca passou a apostar nos óleos pós-banho. Segundo Carolina, a Natura investe nesses produtos porque tem um carinho especial pela categoria, sabe de seus benefícios e possui alguns clientes bastante fiéis. ''Fizemos uma pesquisa entre usuárias que apontou uma relação muito forte com o produto'', conta. ''Algumas disseram que sentem-se mais bonitas, mais femininas. Outras falaram que usar óleo faz parte de um ritual de beleza. A categoria combina questões funcionais e apegos emocionais. Está ligada a bem estar e sensualidade'', conclui.

Que­bran­do al­guns mi­tos
  Se­gun­do le­van­ta­men­to da Na­tu­ra, a maio­ria das pes­soas co­nhe­ce a ca­te­go­ria de ­óleos cor­po­rais. En­tre as usuá­rias, 71% bus­cam hi­dra­ta­ção e ma­ciez da pe­le e 51% per­fu­ma­ção, 65% ­usam to­dos os ­dias e 37% não subs­ti­tuem o ­óleo por na­da. En­tre as que não são usuá­rias, 36% não com­pram por­que ­acham que o ­óleo não com­bi­na com seu ti­po de pe­le, 18% por­que acre­di­tam que a pe­le fi­ca­rá en­gor­du­ra­da e 14% por­que nun­ca se in­te­res­sa­ram pe­lo pro­du­to.
  Na opi­nião da ge­ren­te de de­sen­vol­vi­men­to da mar­ca, Adria­na Ro­dri­gues, pa­ra ala­van­car a co­mer­cia­li­za­ção dos ­óleos cor­po­rais é pre­ci­so que­brar al­guns mi­tos re­la­cio­na­dos ao pro­du­to. Ela des­ta­ca, pri­mei­ra­men­te, a im­por­tân­cia de se ­usar o ­óleo cor­re­ta­men­te. E lem­bra que exis­tem os ­óleos de ba­nho – que pre­ci­sam de en­xá­gue –, os pós-ba­nhos e ain­da os es­fo­lian­tes.
  Adria­na ex­pli­ca que os ­óleos de ba­nho da em­pre­sa têm a mes­ma fun­ção de hi­dra­tar e pro­te­ger a pe­le. No ca­so da for­mu­la­ção mo­no­fá­si­ca – da li­nha Sè­ve – e tri­fá­si­ca – da li­nha ­Ekos – a di­fe­ren­ça fi­ca por con­ta da tex­tu­ra do pro­du­to, o pri­mei­ro tem fra­grân­cias ­mais con­for­tan­tes e o se­gun­do ex­plo­ra ­mais as co­res e os chei­ros. ‘‘A di­fe­ren­ça é sen­so­rial mas os be­ne­fí­cios são os ­mesmos’’, pon­tua a ge­ren­te.
  Ela des­ta­ca que os ­óleos de ba­nho pre­ci­sam ser en­xa­gua­dos por­que al­guns com­po­nen­tes do pro­du­to po­dem pro­vo­car rea­ções de­sa­gra­dá­veis. Já os pós-ba­nho re­co­men­da-se não en­xa­guar pa­ra que a apli­ca­ção não per­ca al­guns de ­seus be­ne­fí­cios. Adria­na fri­sa que to­da a li­nha de ­óleos da Na­tu­ra é de­sen­vol­vi­da com ba­se de ­óleos ve­ge­tais, re­ti­ra­dos de for­ma sus­ten­tá­vel.
  Quan­to aos prin­ci­pais mi­tos, ela re­ve­la que os ­óleos hi­dra­tam a pe­le, ao con­trá­rio do que mui­tas pes­soas acre­di­tam. Adria­na ex­pli­ca que o cor­po hu­ma­no é cons­ti­tuí­do por 75% de ­água e os ­óleos im­pe­dem que a pe­le per­ca ­água e por is­so são ca­pa­zes de hi­dra­tá-la.
  Es­sa ca­te­go­ria, con­ti­nua ela, não dei­xa a pe­la en­gor­du­ra­da. Tes­tes da mar­ca mos­tram que o re­si­dual de ­óleos de ba­nho na pe­le di­mi­nui ­após al­guns mi­nu­tos. E, ­além dis­so, os ­óleos cor­po­rais são in­di­ca­dos pa­ra qual­quer ti­po de pe­le. ‘‘O im­por­tan­te é es­co­lher o pro­du­to que ofe­re­ça uma me­lhor sen­sa­ção de ­conforto’’, su­ge­re.
  Na se­ma­na pas­sa­da, a Na­tu­ra inau­gu­rou a Aca­de­mia da Be­le­za, na fá­bri­ca em Ca­ja­mar (SP), e pre­ten­de pro­mo­ver cur­sos e pa­les­tras com o ob­je­ti­vo de ofe­re­cer co­nhe­ci­men­to so­bre per­fu­ma­ria e cos­més­ti­cos.(E.Z.)
  A jor­na­lis­ta via­jou pa­ra Ca­ja­mar (SP) a con­vi­te da Na­tu­ra

Con­su­mi­do­ra apro­va os ­óleos de ba­nho
  Des­de que co­me­çou a ­usar ­óleos cor­po­rais há ­seis ­anos, a em­pre­sá­ria Adria­na Oli­vei­ra, 30 ­anos, não subs­ti­tui o pro­du­to por ne­nhum ou­tro. ‘‘Hi­dra­ta mui­to ­mais do que os hi­dra­tan­tes tra­di­cio­nais e o per­fu­me tam­bém fi­ca na pe­le por ­mais ­tempo’’, ava­lia.
  Adria­na lem­bra que usa­va os hi­dra­tan­tes tra­di­cio­nais mas, às ve­zes, a pe­le ain­da fi­ca­va res­se­ca­da, prin­ci­pal­men­te no in­ver­no. En­tão, de­ci­diu com­prar um ­óleo pa­ra fa­zer um tes­te e nun­ca ­mais dei­xou de ­usar. ‘‘No in­ver­no é mui­to bom por­que pa­re­ce que o ­óleo até aju­da a aque­cer o ­corpo’’, des­cre­ve a em­pre­sá­ria, des­ta­can­do a pra­ti­ci­da­de do pro­du­to. Mes­mo no ve­rão, não dei­xa de ­usar ­óleos de ba­nho, mas in­ter­ca­la com os hi­dra­tan­tes tra­di­cio­nais. ‘‘No ve­rão, uso ­mais os tri­fá­si­cos que têm uma tex­tu­ra ­mais fi­na e se­cam ­mais ­rápido’’, con­ta.
  Pa­ra não fi­car com a pe­le oleo­sa, Adria­na co­men­ta que pro­cu­ra se­car bem o cor­po e ti­rar cor­re­ta­men­te o re­sí­duo do pro­du­to. ­Além dis­so, tem o há­bi­to de ­usar vá­rias fra­grân­cias pa­ra não en­joar dos chei­ros. Ape­sar do pre­ço dos ­óleos ge­ral­men­te se­rem ­mais al­tos do que dos hi­dra­tan­tes nor­mais, a em­pre­sá­ria afir­ma que o cus­to-be­ne­fí­cio com­pen­sa. ‘‘O ­óleo es­pa­lha bem, en­tão ren­de ­mais’’, diz. (E.Z.)

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