Suas compras - O transporte coletivo pesa em seu orçamento?
O transporte coletivo urbano é uma prestação de serviço essencial para a comunidade. Dele depende o funcionamento de todas as atividades econômicas, educacionais, de saúde, de lazer, entre outras. O serviço divide os usuários em categorias: o trabalhador formal que tem o benefício do vale transporte, o estudante que tem desconto de 50%, e o comum, aquele que paga o valor integral da passagem.
A estudante Juliana Rubira Perez faz mestrado em Patologia e vai todo dia para a UEL. Ela coloca crédito no cartão uma vez por mês e diz que não vê diferença entre o sistema atual e o antigo sistema de passes. Para ela, o valor da passagem pesa no orçamento, mesmo com o desconto legal. ''O preço da passagem aumentou muito nos últimos anos'', reclama.
Pablo Rodrigues de Lima é supervisor de atendimento em uma empresa e recebe o vale transporte para ir ao trabalho. Ele usa o transporte coletivo quatro vezes ao dia e o desconto de 6% no salário corresponde a R$ 45,00. Na opinião dele, o benefício para o trabalhador deveria ser maior, com desconto de 3%. Ele reconhece, entretanto, que gastaria bem mais, cerca de R$ 200,00 por mês, se não fosse o vale transporte.
A manicure Marcilene de Oliveira usa o cartão comum, o tipo que não se enquadra como vale transporte. Ela coloca entre 10 a 15 créditos por semana, o que custa R$ 20,00 ou R$ 30,00. Mesmo assim, Marcilene vê vantagem no sistema atual, por permitir a integração. ''Às vezes, a gente vem de casa para o trabalho, pode parar no centro e pegar outro ônibus sem pagar duas vezes'', afirma.
Para o economista Vanderlei Sereia, o transporte coletivo é um item que pesa no orçamento, considerando o salário da maioria dos trabalhadores. Entretanto, ele não tem dúvidas de que ''o vale transporte é um benefício que se transforma em ganho indireto''.
Sereia diz que o valor da passagem pode pesar mais para o trabalhador informal, aquele que não tem o vale transporte. Se este trabalhador usar dois ônibus por dia em dias úteis, gastará R$ 96,00 por mês; mas se ele tiver outras alternativas - como ir a pé ao trabalho, por exemplo, poderá economizar tal quantia e, investindo um pouco mais, pode adquirir uma moto ou outro bem através do consórcio.
Sistema atende 80 mil usuários
O transporte coletivo urbano atende cerca de 80 mil usuários em Londrina, segundo o gerente administrativo da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina, José Carlos de Lima, que é responsável pelo gerenciamento do sistema de créditos para a prestação do serviço. De acordo com Lima, cada pessoa usa o serviço duas vezes por dia, em média, o que dá um total aproximado de 150 mil passageiros. Lima diz que 95% dos usuários têm o cartão, mas, apesar disso, uma parte deles ainda faz o pagamento em dinheiro. Entre os usuários, 30% são estudantes e outros 70% são os trabalhadores que usufruem do vale transporte e os usuários comuns.
O gerente explica que uma das vantagens do cartão é a integração inteligente. Ou seja, o usuário não precisa ir ao terminal para pegar um segundo ônibus com o mesmo crédito. Ele pode fazer isto em qualquer ponto desde que seja no período de até uma hora.
Para as empresas, a mudança no sistema trouxe outro benefício, a negociação via internet. E com a bilhetagem eletrônica, o trabalhador recarrega o seu cartão no próprio ônibus.
A TCGL coloca o telefone 0800-400-7020 para esclarecer quaisquer dúvidas e receber sugestões dos usuários. (E.A.)
Preços estáveis
A semana terminou com preços estáveis na Ceasa de Londrina. Confira como ficaram os preços de alguns produtos:
Tomate
R$ 15,00 a caixa com 22 kg
Cebola branca
R$ 12,00 o saco com 20 kg ;
Cebola importada
R$ 15,00 a caixa com 25 kg;
Cenoura
R$ 20,00 a caixa com 23 kg;
Chuchu
R$ 26,00 a caixa com 22 kg
Laranja pêra
R$ 13,00 a caixa com 27 kg
Pão com fibras
Quem gosta de pão com fibras, pode encontrar o produto a um preço mais acessível que o tradicional pão francês em um supermercado de Londrina. A unidade do pão francês com fibras está em R$ 0,18, enquanto o outro está em R$ 0,20 no mesmo supermercado. Só para lembrar, o pão francês custa R$ 0,30 na maioria das padarias do centro.





