O sutiã é um ícone genuinamente feminino e que chegou a ser escolhido como forma de protesto durante o nascimento do movimento feminista. Nos últimos tempos ele tem se destacado por apresentar maior versatilidade, conforto e até tecnologia aprimorada aplicada ao seu desenvolvimento. Tudo isso para garantir à mulher a satisfação de se sentir bem com seu próprio corpo.
Quando se fala em tecnologia aplicada à sua fabricação, um grande exemplo pode ser constatado pela empresa Scala sem costura. O método de produção feito a prensa e corte a laiser conferem ao tecido o acabamento ideal sem que seja preciso passar a costura. Conforme explica uma das proprietárias da loja em Londrina, Sandra Anici, é possível utilizar peças justas ao corpo sem marcar. ''Nossos produtos são muito confortáveis e a tecnologia aplicada permite total segurança e discrição. Mesmo um vestido justo ao corpo não evidencia a lingerie'', comenta.
Um sutiã da linha evolution composto por elastano e poliamida, bojo e alças prensadas e aro encapsulado é encontrado por R$ 69,90. ''O aro encapsulado foi desenvolvido para não permitir que ele escape com o tempo de uso, algo comum de acontecer com sutiãs que não dispõem dessa tecnologia'', explica Sandra.
Entre as novidades, que já é um sucesso de vendas, está o modelo que leva na composição do tecido bolinhas de oxigênio para facilitar a transpiração da pele sem inconvenientes. O tecido central que liga os dois bojos lembra uma tela, também com o objetivo de facilitar a transpiração. Esse modelo custa R$ 64.
Outro modelo que garante total conforto à mulher utiliza um tecido chamado papper look, fininho e fresco, mas bem resistente. O design é composto por bojo mas sem o aro, muito indicado para pós operatório, sai por R$ 49.
Já um sutiã mais charmoso, com sobreposição de renda sai por R$ 66. ''Todas as rendas utilizadas são tridimensionais, ou seja, permite elasticidade nos dois sentidos e não desfiam'', explica Sandra.
Em uma linha despojada e cheia de cores e estampas, a coleção de sutiãs da Pucket saltam aos olhos até mesmo das mulheres mais despercebidas. O modelo em microfibra com decote diferenciado que permite modelar as alças em formatos diferentes é encontrado por R$ 69,90.
A linha Geometric é para mulheres que gostam de caprichar no decote. Como o recorte do bojo é mais profundo - feito para juntar os seios - permite que seja utilizado com blusinhas que evidenciem o busto. Esse modelo sai por R$ 72.
Em esquema de edição limitada para o final de ano a empresa lançou o sutiã com as costas em decote nadador repleto de apliques de paetê. Esse modelo foi feito nas cores branco, prata e preto e sai por R$ 59,90.
Os sutiãs em microfibra da Pucket recebem tratamento hidrófilo que ajuda na evaporação do suor e na eliminação de odores, além do tecido ser antimicrobiano, o que impede a proliferação de bactérias. Já a linha super cotton é inteira de algodão peruano banhado por silicone, evitando a formação de bolinhas no tecido.


Íco­ne de de­se­jo

  Pa­ra al­gu­mas mu­lhe­res, o su­tiã é mui­to ­mais do que uma pe­ça ín­ti­ma, mas um íco­ne de de­se­jo. A em­pre­sá­ria Car­la Oli­vei­ra po­de ser in­cluí­da nes­sa ca­te­go­ria. Aos no­ve ­anos ga­nhou da mãe o pri­mei­ro su­tiã, com di­rei­to a es­co­lher o mo­de­lo que ­mais lhe agra­dou. ‘‘E ­olha que eu nem pre­ci­sa­va de­le ­ainda’’, brin­ca Car­la. Foi o pri­mei­ro pas­so pa­ra uma das ­suas pre­di­le­ções, com­prar lin­ge­rie.
  Há pou­co ­mais de um ano, Car­la co­lo­cou im­plan­tes de si­li­co­ne. Com no­vo vi­sual, ­mais ‘‘­turbinado’’, mu­dou tam­bém sua pre­fe­rên­cia por mo­de­los da lin­ge­rie. ‘‘An­tes, eu op­ta­va por su­tiãs com bo­lha pa­ra dei­xar o bus­to ­mais evi­den­te. Ago­ra, com o im­plan­te, con­ti­nuo es­co­lhen­do mo­de­los com bo­jo, mas sem as bo­lhas ­internas’’, co­men­ta.
  O no­vo vi­sual es­ti­mu­lou uma ou­tra mu­dan­ça, a do guar­da-rou­pa. Pa­ra is­so, Car­la não pou­pa es­for­ços pa­ra en­con­trar mo­de­los que lhe agra­dem. ‘‘Eu en­con­tro até na in­ter­net pes­soas que co­mer­cia­li­zam pe­ças di­fe­ren­tes. Já com­prei à dis­tân­cia mo­de­los de uma re­ven­de­do­ra em San­ta Ca­ta­ri­na. Ou­tra vez, fui até Cam­bé pa­ra com­prar su­tiãs de uma mo­ça que eu en­con­trei no or­kut ex­pon­do os ­modelos’’, co­men­ta.
  Du­ran­te a se­ma­na, Car­la op­ta por lin­ge­ries ­mais con­for­tá­veis, com ­tons neu­tros. Mas es­co­lhe mo­de­los di­fe­ren­cia­dos pa­ra ­usar nos fi­nais de se­ma­na. ‘‘Te­nho al­gu­mas pe­ças com apli­que de ­strass ou al­ças fluo­res­cen­tes que fo­ram fei­tas pa­ra com­ple­tar o ­visual’’, ex­pli­ca. Ao to­do, a em­pre­sá­ria acre­di­ta ter ­umas 30 pe­ças. ‘‘Mas ain­da es­tou re­fa­zen­do o meu guar­da-rou­pa. Pre­ci­so me con­tro­lar pa­ra não com­prar mui­tos, mas sei que pe­lo me­nos ­dois con­jun­tos por mês eu vou aca­bar ­comprando’’, re­ve­la. (M.A.T.)

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