Suas compras - O e-mail reduziu o consumo de papel?
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Quando a comunicação virtual chegou com toda força na década passada, houve quem fizesse previsões sombrias a respeito das formas de comunicação impressa, profetizando, inclusive, uma drástica redução do consumo de papel. Segundo a teoria de tais gurus, a utilização de papéis estava com os dias contados.
A comunicação eletrônica realmente facilitou a vida das pessoas, mas o consumo de papel não caiu como era ''previsto''. O que aconteceu, na verdade, foi exatamente o contrário. Hoje é comum até a impressão de e-mails.
A arquiteta Anna Paula Bórmio usa diariamente o papel sulfite para elaboração e apresentação de projetos. Ela diz que mesmo com o advento da comunicação virtual, o papel continua imprescindível no seu dia-a-dia. ''Eu costumo falar que não adianta você desenvolver um projeto só no computador, você precisa ter o papel na mão; no meu trabalho, o papel é essencial'', afirma.
Anna Paula considera que tanto o papel quanto os recursos do computador são indispensáveis. ''Um completa o outro'', diz. Porém, na hora de apresentar um projeto, o ''desenrolar'' do papel ainda faz a diferença. ''Eu só mostro o projeto no papel impresso porque é difícil a pessoa ter uma noção geral no computador; com o papel fica mais fácil para rabiscar, desenhar'', justifica.
O médico Lúcio Baena usa o papel sulfite em casa e no escritório. Ele gasta, em média, uma resma do tipo A4 por mês. E diz que os avanços da tecnologia causaram um efeito ''contrário'', contribuindo para o aumento do consumo de papel. ''Depois que a informática se popularizou, muita coisa que antes era feita em gráfica, hoje a gente faz em casa mesmo; e é bom porque ficou mais prático, mais em conta, a gente faz do jeito que quer e evita o intermediário'', afirma.
Mas há quem reduziu, de maneira significativa, o consumo de papel. Um exemplo é o administrador Sérgio Henrique Pacheco. ''Estou usando muito menos papel do que usava antigamente; hoje eu uso mais os meios eletrônicos'', explica. Além da facilidade, Pacheco tem outro motivo para justificar a opção: ''O meio eletrônico não só agiliza como traz economia para a empresa quando troco o papel pela internet''. O administrador diz que ainda usa papel apenas quando precisa apresentar uma proposta para o cliente ou para imprimir eventuais relatórios. ''Basicamente isso'', afirma.
Aumentos na Ceasa
A semana começou com o aumento de preços de seis produtos na Ceasa de Londrina.
- Mamão papaia, 22%,
R$ 22 (caixa com 6,5 kg)
- Mamão formosa, 20%,
R$ 29 (caixa com 30 kg)
- Agrião, 20%,
R$ 1 (maço);
- Inhame, 20%,
R$ 30 (caixa com 22 kg)
- Pepino caipira, 33%,
R$ 20 (caixa com 22 kg)
- Tomate longa vida, 25%,
R$ 10 (caixa com 23 kg)
Baixas
E dois produtos sofreram redução de preços na Ceasa de Londrina:
- Brócolis, 25%, R$ 12,00 (dúzia);
- Cebola pêra, 20%, R$ 12,00
(saco com 20 kg)
Feira na segunda
Outro supermercado resolveu fazer uma feira em plena segunda, reduzindo os preços de alguns produtos:
- Batata monalisa
R$ 0,57 (kg)
- Tomate
R$ 0,57 (kg)
- Pimentão
R$ 0,49 (kg)
- Laranja pêra
R$ 0,69 (kg)
- Ovos brancos
R$ 1,47 (dúzia)


