Suas compras - O comércio certo no lugar certo
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segunda-feira, 09 de outubro de 2006
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Além do preço o consumidor busca sempre facilidades na hora da compra. Encontrar opções num mesmo local e com variedade de preços, sem ter que se deslocar muito, pode ser ainda mais atrativo. Em Londrina, a exemplo dos grandes cidades, algumas ruas se transformam em verdadeiros centros comerciais, com lojas especializadas em determinados produtos.
Basta escolher o segmento e seguir para as compras. Na Jorge Casoni e Brasil, o comércio é de carros; na Avenida Bandeirantes, clínicas médicas; na Avenida Maringá, móveis de alto padrão; na Rua Souza Naves, a especialidade é de óticas; na Rua Guaporé, auto-peças; na Rua Benjamim Constant, eletrodomésticos; na Araguaia, auto-elétrica e na Duque de Caxias, ferragens e móveis usados.
Há oito anos uma constatação sobre a consolidação das ruas foi feita pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). ''Aproveitando essa constatação, começamos a incentivar os comerciantes a direcionar o comércio para determinado segmento'', afirma Marcelo Cassa, vice-presidente da Acil.
Essa concentração de lojas, segundo Cassa, é uma característica boa do comércio de rua, ''que oferece concorrência sem o glamour ou o conforto de um shopping center''. E a concentração acontece de forma natural. ''Ela existe por afinidade e por facilidade de vendas. O processo não é totalmente consciente, mas a finalidade é sempre a mesma'', avalia.
A proximidade de outros tipos de serviços ajuda a complementar a venda. ''Na Avenida Bandeirantes, por exemplo, conhecida como a rua dos médicos, tem muitos oftalmologistas. Em consequência disso, a Rua Souza Naves, que fica próxima, concentra o maior número de óticas da cidade. No caso da Avenida Maringá, que possui dezenas de lojas de móveis de alto padrão, o local dá acesso a grandes condomínios. Um segmento complementa o outro''.
A vantagem é que essa concentração faz com que o consumidor vá sempre a um determinado local para efetivar as vendas. ''Facilita para o consumidor e os empresários que têm visão, vão se instalando dessa forma''. Em relação à concorrência, Cassa acredita que seja ''relativa'' e depende do empresário. ''A concorrência é sempre salutar e vai sobreviver o mais competente''.
Consumidores aprovam comércio segmentado
Se a concentração de lojas estimula a concorrência entre os comerciantes, quem sai ganhando é o consumidor, que pode encontrar variedade, qualidade e preço, num mesmo local.
Para o gerente comercial Fábio da Silva Martins, a maior vantagem da concentração das lojas é a facilidade para o cliente. Acho muito melhor você ir para uma rua e ter várias opções de lojas, sem precisar andar muito. É como se fosse um shopping. Facilita para o consumidor, que pode escolher os melhores preços, além de ter conforto e bom atendimento.
Os motoristas Sérgio Gomes do Real e Miguel de Jesus Isaías saem do Rosário do Ivaí (há 170 Km de Londrina) para comprar peças para os carros em Londrina. Os dois pesquisavam os preços na Rua Guaporé, onde existe a maior concentração de lojas de peças automotivas da cidade. Aqui encontro de tudo e é mais fácil porque você tem várias opções, inclusive de preço, afirma Gomes.
Para Isaías, a concentração de lojas também facilita a compra. Com várias lojas no mesmo lugar, você tem mais opções na hora da escolha. Às vezes, por causa da concorrência, é possível negociar melhor o preço.
O vendedor Mauro Celso Dechechi considera importante a concentração de lojas numa mesma rua. Se você precisa comprar móveis, vai na Maringá, peças, na Guaporé. Isso facilita a pesquisa de preço e faz com que o comprador não perca tempo. Além disso, acirra a concorrência. Sem ela, não existe comércio.(M.O)
Baixas na Ceasa
A semana começou com a queda de preços de três produtos na Ceasa de Londrina. Confira:
Maracujá, 33%
R$ 24,00 cxa 11 kg;
Pêssego nacional, 30%
R$ 55,00 cxa 22 kg; e
Uva itália, 20%
R$ 24,00 cxa 8 kg
Lembrancinha
Uma grande loja da cidade oferece alguns artigos com preços bem em conta para pessoas que não querem gastar muito dinheiro com presentes no Dia das Crianças. Um carrinho de plástico pode ser comprado por R$ 4,99 e uma boneca pequena por R$ 9,99.


