Suas compras - Na casa de médica, marido é quem vai ao supermercado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Vida de médico não é fácil. A rotina diária nos consultórios aliada aos plantões noturnos muitas vezes faz com que esse profissional corra contra o tempo para dar conta de todos os afazeres, inclusive no que diz respeito a cuidar da casa, da família, fazer compras em supermercados, shoppings etc.
A única forma que a médica ginecologista Marlene Nonaka encontrou para dar conta de tudo foi delegando algumas funções para o marido, Douglas Calderon Martins. Na casa, é ele quem vai ao supermercado e, geralmente define o que será servido no almoço e jantar. Com maior disponibilidade de tempo, Douglas faz pesquisa de preço, sabe onde comprar produtos na promoção e com qualidade. Ele prefere fazer compras semanais à exceção dos produtos de limpeza que são adquiridos em quantidade maior. ''Nesse caso, procuro onde tem promoção'', ensina.
Na semana passada, ele disse que encontrou leite longa vida a R$ 0,99. ''Só podia comprar uma caixa com 12, então vim cinco vezes ao supermercado'', disse. O fato do casal morar numa região que tem dois supermercados próximos à casa e também perto do Mercado Shangri-lá facilita as compras de verduras, frutas e peixe.
Enquanto ele administra a casa, a rotina de Marlene se restringe ao consultório e aos plantões na maternidade municipal. Ela faz ao mês 6 plantões de 18 horas cada um. Tem mês que chega a 150 horas de plantão. ''Vou muito pouco ao supermercado, raramente faço compras, por isso o Douglas é quem sabe onde comprar tudo que a família necessita'', conta a médica.
Nem por isso, ela deixa de se preocupar com a saúde da família. Na lista de compras não pode faltar frutas, verduras, leite, peixe e carne. Mas a família também consome bastante refrigerante. ''Esse é um hábito que a gente não consegue mudar. Eu tomo bastante refrigerante'', assume a médica, que tem uma filha pré-adolescente e cuida também de dois sobrinhos de 2 anos e meio, cuja mãe está no Japão há dois anos trabalhando.
''Chips só entra em casa eventualmente. A gente não tem esse hábito e não quer que as crianças se acostumem com isso'', conta Marlene. Outro produto que a família não inclui na lista são as comidas congeladas, tipo lasanha, pizzas e salgadinhos.
Sabendo da vida atarefada da mulher, Douglas normalmente deixa tudo preparado quando ela está em casa e quer ir para o fogão. ''Ele deixa o tomate, a cebola, a salsinha picados. Quando chego fica mais fácil preparar'', conta Marlene que gosta de cozinhar quando tem um tempinho de sobra.
Médico gosta de escolher os produtos
O médico e sócio-proprietário do laboratório Labmed, Luís Parellada, tem uma rotina mais tranqüila que a de alguns profissionais da área. Ele gasta boa parte de seu tempo fazendo compras para preparar saborosos pratos da culinária espanhola. O médico vai ao mercado semanalmente e, sobretudo, quando prepara alguma de suas especialidades.
Quando vou preparar algum prato, faço uma lista do que vou precisar e acabo também comprando os produtos básicos, como arroz e feijão, diz Parellada que mora sozinho. Outro hábito do médico é freqüentar a feira na área central. Na feira gosto de comprar ovos, cebola, batata e verduras, diz.
Ele só recorre a outros estabelecimentos quando precisa de algum produto específico. Nesses casos vou onde preciso comprar algum produto importado e também vou ao Mercado Shangri-lá, onde posso obter produtos com qualidade.
O fato de morar sozinho faz com que Parellada vá mais vezes ao supermercado. Não compro em grandes quantidades e quando preciso de alguma coisa vou no mercado vizinho à minha casa. Às vezes têm promoção em algum supermercado longe de casa, mas nem vou atrás porque indo aqui perto nem preciso usar meu carro, conta ele, acrescentando: nem compensa o gasto com gasolina.
Nas compras, o médico tem preferência por marcas conhecidas. Acredito que o controle de qualidade dessas marcas tenha uma garantia maior. Eles não vão se arriscar a vender algum produto que não tenha garantia.
O gosto pela culinária levou Parellada a desenvolver um projeto cultural aos sábados no Labmed. A culinária é importante na cultura e a gente quer que as pessoas saibam um pouco mais sobre isso, além de resgatar os famosos pratos das vovozinhas que vão se perdendo ao longo dos anos, argumenta o médico. Ele nasceu na Espanha e chegou ao Brasil em 1957 aos 23 anos. (V.B.)
DIA DO MÉDICO
- A data 18 de outubro foi escolhida em homenagem a São Lucas, padroeiro da medicina, e consta como dia do santo pela tradição litúrgica.
- São Lucas exercia a profissão de médico e também tinha vocação pela pintura. Escreveu o terceiro evangelho e o ato dos apóstolos da Bíblia Sagrada. Acredita-se que veio de família abastada pelo seu estilo literário.
- Nasceu na Turquia no século I, quando esta ainda se chamava Antióquia. Discípulo de São Paulo, o seguiu em missão, sendo chamado por este de colaborador e médico amado.


