Clima seco e mudança brusca de temperatura. Está formado o ambiente propício para o surgimento de gripes, resfriados, rinites, bronquites, asma, entre outras doenças das vias respiratórias. Nas farmácias, a venda de medicamentos para estes tipos de problemas aumentam em média 30% entre o outono e o inverno.
Segundo Ademir Vejam, gerente de uma rede de farmácia em Londrina, os campeões de vendas são os antialérgicos, os antigripais e os antiinflamatórios. ''Existem os casos isolados, mas às vezes são indicados os três juntos'', diz.
Ele informa que 70% dos casos estão relacionados a crianças e idosos. Segundo o gerente, a maior parte dos consumidores, hoje, chega na farmácia com receita médica. ''Atualmente está muito mais fácil ir ao médico, principalmente porque muitas enpresas oferecem planos de saúde para os seus funcionários'', observa.
Já o farmacêutico Helio Moco, de uma outra rede da cidade, calcula que metade dos consumidores dos medicamentos para quadros de doenças respiratórias chega sem receita. ''Muitas vezes a pessoa tem sempre determinado problema, já foi ao médico anteriormente e então vem sem a receita porque já sabe o que tomar'', afirma. Ele ressata, no entanto, que é sempre importante fazer uma consulta e comprar medicamento com receita.
A funcionária pública Dulce Moreno de Souza tem dois filhos de 8 e 4 anos de idade e sabe bem o que é gastar com remédio por causa de problemas respiratórios. ''Os dois são alérgicos e na mudança de temperatura os sintomas se manifestam'', diz.
Ela conta que costuma dar um ''xarope antialérgico'' e, caso a criança não melhore, leva ao médico. Neste mês, o filho caçula teve que ser submetido à uma consulta. ''Além do xarope que ele já tomava, o médico receitou mais um e também um antibiótico porque o problema evoluiu para uma otite'', afirma, informando que gastou R$ 100 na farmácia.
Portadora de asma, a professora aposentada Mariza Moraes já se acostumou com as crises desencadeadas, principalmente, quando o clima muda de repente. ''Nessa época do ano, passo realmente mal, com muita dificuldade de respirar e para me locomover. Tenho que ficar de repouso'', conta.
A aposentada diz que as crises duram em média um mês e, mesmo sabendo o que precisa tomar, sempre vai ao médico. Só neste mês ela deixou R$ 300 de uma só vez na farmácia. ''Meu caso é crônico, tenho que conviver com isso'', diz resignada.
Na contramão da alopatia, o estudante Matheus Gabriel Maidana Capelari diz que se previne dos problemas respiratórios com a ingestão de duas ''cápsulas de acerola'' por dia. ''Minha mãe deu a dica e insistiu durante um tempo para eu tomar. Eu não acreditava, mas me surpreendi, pois faz mais de dois anos que não pego gripe'', conta.

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