Momentos felizes que marcam a vida das pessoas sempre foram matéria-prima importante para empresas especializadas em produção de foto e filmagem. O que vem mudando é a forma de realizar ou apresentar esses trabalhos. Alguns exemplos são os profissionais que atuam dentro do centro cirúrgico de maternidades para registrar partos e os que se dedicam a transformar fotos - inclusive as antigas, em papel - em álbuns digitais com efeitos de animação.
A jornalista e fotógrafa Juliana Dutra integra uma equipe que trabalha em três hospitais de Londrina registrando o nascimento de crianças. Com autorização dos estabelecimentos e da equipe médica, os profissionais fotografam e filmam os primeiros minutos de vida do bebê e seu contato com a mãe.
A proposta é registrar cenas bonitas, que favoreçam a emoção, sem imagens de cortes ou outros procedimentos cirúrgicos. ''Existe todo um cuidado tanto na forma de lidar com a gestante quanto no jeito de se movimentar dentro do centro cirúrgico'', diz Juliana, da Vida Digital Vídeo, criada há cinco anos.
Ela conta que entra na sala de cirurgia com uma filmadora e uma câmera fotográfica no momento em que a gestante já está preparada para o parto. ''Nos hospitais onde atuamos, a maioria é cesárea. A equipe médica costuma ser bastante amigável, alguns até fazem pose com o bebê'', observa Juliana. Quando o pai acompanha o parto, também vira protagonista. ''Tem uns que choram, outros que não param de dar risada, os que ficam estáticos'', relata.
Depois do parto, a fotógrafa acompanha os primeiros cuidados com o bebê até o contato com a família. ''Nesta hora, as avós são sempre as mais emocionadas''. Também são registradas imagens da família com a criança já no quarto. Seis fotos vão para a internet (no site da empresa) instantes após o nascimento.
Os preços dos pacotes variam de R$ 180 a R$ 600, dependendo do que a família vai querer. É possível escolher álbuns com até 24 fotos, DVD com duração de 15 a 20 minutos, CD com 50 fotos, foto-livro, entre outras opções.
História bem contada
Fotos armazenadas no computador ou guardadas na gaveta podem se transformar em álbuns digitais com animação. O trabalho é indicado para nascimentos, aniversários, casamentos, bodas, formaturas, batizados, entre outros. ''O álbum digital animado é uma forma de eternizar momentos marcantes, usando o que a tecnologia dispõe'', afirma a fotógrafa Maria Cristina Nagao, sócia-proprietária da Trilha Foto Digital. No mercado há quatro anos, a empresa também produz trabalhos institucionais.
Os álbuns podem conter fotos e vídeos. Efeitos especiais dão a ideia de movimento e, juntamente com a trilha sonora, tornam o trabalho dinâmico. A duração do DVD, em geral, não passa de 15 minutos. ''Com esses critérios, é possível contar a história de um jeito interessante, sem ser cansativo. É uma forma de compartilhar em pouco tempo, com várias pessoas, aqueles momentos impressos nas imagens'', diz Maria Cristina. Ela observa que as músicas, escolhidas pelos próprios clientes, ajudam a imprimir emoção.
A empresa não faz cobertura de eventos. Trabalha apenas com o material repassado pelos clientes. Todas as fotos são tratadas - as de papel são digitalizadas e, se necessário, restauradas. A fotógrafa conta que o trabalho é procurado por pessoas com os mais diferentes objetivos. ''Além das comemorações mais tradicionais, muitos querem fazer homenagens a famílias, a amigos e até registro de viagens'', diz.
Os preços ficam entre R$ 350 e R$ 650, dependendo da quantidade de fotos e do estilo do trabalho. O DVD é entregue personalizado.

Serviço
Trilha Foto Digital
Telefones: (43) 3028-1786 e (43) 9995-4814
Vida Digital Vídeo
Telefones: (43) 3371-2537 e (43) 3354-9492


Famílias se emocionam com resultado

  O ca­sal Pol­ya­na de Sou­za Gal­let­ti e An­dré Gal­let­ti Jú­nior con­tra­tou uma equi­pe pro­fis­sio­nal pa­ra re­gis­trar o nas­ci­men­to das ­duas fi­lhas: Isa­be­la, um ano e ­meio, e Gio­va­na, com 22 ­dias de vi­da. ‘‘Gos­ta­mos tan­to do re­sul­ta­do da pri­mei­ra que re­sol­ve­mos fa­zer tu­do ­igual pa­ra a ­caçula’’, con­ta a ge­ren­te de ven­das Pol­ya­na.
  Ela diz que co­nhe­ceu o tra­ba­lho no pró­prio hos­pi­tal. ‘‘Acha­mos im­por­tan­te ter um ma­te­rial fei­to com qua­li­da­de pa­ra guar­dar. O pai ou qual­quer ou­tra pes­soa cor­re­riam o ris­co de tre­mer na ­hora’’, ob­ser­va. Pa­ra Pol­ya­na, a ce­na ­mais mar­can­te dos ­dois par­tos é a que mos­tra o seu pri­mei­ro con­ta­to com os be­bês. O fa­to de as ima­gens ­irem pa­ra a in­ter­net tam­bém dei­xou a fa­mí­lia sa­tis­fei­ta. ‘‘Ins­tan­tes de­pois do par­to, fa­mi­lia­res e ami­gos que mo­ram em ou­tras ci­da­des já pu­de­ram co­nhe­cer nos­sas ­filhas’’, afir­ma.
  A do­na de ca­sa Sil­van­di­ra Fer­ra­re­se de Al­mei­da, 80 ­anos, en­co­men­dou um ál­bum di­gi­tal pa­ra re­gis­trar a tra­je­tó­ria de sua fa­mí­lia, des­de a che­ga­da dos ­avós pa­ter­nos ao Bra­sil, em 1911. O ca­sal, que te­ve oi­to fi­lhos, ­veio do nor­te da Itá­lia. Em­pe­nha­da em fa­zer uma ho­me­na­gem, Sil­van­di­ra re­qui­si­tou que to­dos os pa­ren­tes, es­pa­lha­dos por vá­rios Es­ta­dos, en­vias­sem fo­tos que ti­nham guar­da­das em ca­sa.
  ‘‘Re­ce­bi fo­tos que nem sa­bia que exis­tiam. A ­mais im­por­tan­te, sem dú­vi­da, foi a do ca­sa­men­to dos ­meus ­avós’’, con­ta. O ma­te­rial, a ­maior par­te em pa­pel, foi trans­for­ma­do em ál­bum di­gi­tal por uma em­pre­sa es­pe­cia­li­za­da e exi­bi­do du­ran­te um en­con­tro da fa­mí­lia no ano pas­sa­do, em São Pau­lo. ‘‘To­dos se emo­cio­na­ram. Fi­cou mui­to bom, bo­ni­to, ale­gre e su­ges­ti­vo, ­pois mos­tra tu­do o que acon­te­ceu ao lon­go des­ses ­anos’’, diz Sil­van­di­ra, que fez a nar­ra­ção que ­abre o DVD e se sur­preen­deu com a tec­no­lo­gia. ‘‘Fi­quei en­can­ta­da. Ja­mais ima­gi­na­va que tu­do is­so fos­se ­possível’’. (G.M.)

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