A tomar por base o aparecimento de lojas especializadas em moda oriental, pode-se concluir que o interesse por este tipo de roupa está aumentando em Londrina. Estas lojas trabalham, geralmente, com produtos de origem árabe e indiana. Os consumidores - homens ou mulheres, jovens ou adultos, observam as vitrines e alguns até arriscam a entrar nas lojas para conferir mais de perto as saias, batas, calças e acessórios diversos, entre outros produtos. Mas apesar do crescimento do número de lojas ser relativamente novo, há pessoas que são adeptas da moda oriental há algum tempo.
A professora Renata Lobo ensina dança do ventre há 15 anos e, em função das circunstâncias, é apaixonada pela moda árabe, em especial por acessórios. ''Gosto de usar brincos, colares e pulseiras porque tem tudo a ver com a minha profissão''. Ela viaja com certa frequência a alguns países do Oriente Médio, de onde sempre traz tudo que é possível. ''Certa vez participei de um festival no Egito e trouxe 60 quilos de mercadorias entre lenços para danças e outros acessórios''.
Renata observa que a moda oriental exerce uma espécie de fascínio no público feminino. ''As mulheres gostam muito porque são roupas bem confortáveis, os acessórios são divinos e têm um certo mistério''. Outro aspecto citado pela professora é que os acessórios combinam perfeitamente com a moda atual. ''Tem muita coisa linda que dá para usar tanto no dia-a-dia, quanto em em uma festa. Não há nada fora do contexto. Pelo contrário: a pessoa olha e já sabe que é algo do Oriente''.
O uso de roupas de origem oriental já está incorporado à rotina da professora e bailarina Ana Paula Minari, que é estudiosa de dança flamenca e de culturas étnicas. ''Desde pequena gosto das roupas indianas porque são muito confortáveis, as saias são grandes; os batas, calças e vestidos são bordados, o que acho muito bonito''. Ela tem roupas de origem indiana para serem usadas nas mais diversas ocasiões. ''Tenho roupas tanto para ir ao mercado e à feira, assim como outras mais elegantes para sair à noite ou festa''.
Ana Paula diz que as roupas indianas estão bem mais acessíveis do que há dois ou três anos, não só porque estão surgindo lojas exclusivas neste segmento, como há pessoas que buscam tais mercadorias para revender no Brasil. Mesmo assim, ela acha que uma boa parte das pessoas ainda estranha esse estilo de roupa. ''Se você vai a uma loja, algumas pessoas te olham diferente; elas associam esta moda a alguma coisa cigana, misteriosa, meio distante''.
A estudante Francielly Thayne Gagliarde, de 15 anos, é descendente de italianos, portugueses e indígenas, mas gosta mesmo é da mora oriental. Tanto que cerca de 80% de seu guarda roupas é formado por saias, batas e calças de origem árabe e indiana. Francielly usa estas roupas em quase todas as circunstâncias, exceto para ir à escola, e diz que os amigos já aceitam a moda oriental com naturalidade. ''Eles me conhecem desde pequena por esse estilo e já se acostumaram. Agora acham superinteressante''. Ela diz que compra o que precisa em Londrina e São Paulo. ''Antigamente, essas roupas eram bem mais caras, mas hoje estão mais acessíveis'', compara.

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