Curitiba - Na hora de comprar material escolar, a pesquisa ainda é a palavra de ordem, já que os preços podem variar bastante. Em levantamento feito pela FOLHA, alguns produtos da mesma marca chegam a custar mais que o dobro entre uma loja e outra. Um exemplo é o caderno grande de desenho com 40 páginas. Enquanto em uma papelaria o valor é de R$ 3,30, em outra loja, no mesmo bairro, chega a custar R$ 7,95, uma diferença de 140%. Uma caixa de lápis de cor com 24 unidades tem o preço de R$ 18,80 em algumas papelarias. Em outras chega a custar R$ 37,95, pouco mais que o dobro.
O educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, aconselha os pais a questionarem os preços cobrados em excesso pelas lojas. Para ele, negociar deve ser uma prática constante na vida do comprador. ''Nesta época do ano, todos os pais precisam comprar material escolar e os preços ficam inflacionados. Se as listas fossem feitas para suprir a necessidade de cada trimestre, não seria necessário desembolsar tanto dinheiro neste momento e seria possível diluir os gastos no decorrer do ano'', indica Domingos.
Ir para a loja física antes de pesquisar os preços e prazos nas lojas virtuais é ''loucura'', na visão do educador financeiro. ''Muitos sites oferecem preços menores e a maior parte deles disponibiliza pagamento parcelado em até 15 vezes. Alguns podem achar um exagero demorar tanto tempo para pagar, mas para algumas famílias é a única opção. É melhor que entrar no cheque especial''.
Rever o material que sobrou no ano anterior pode ser um bom momento para passar mais tempo com o filho e ensinar o conceito de reciclagem. Domingos sugere desmontar os cadernos velhos e unir as folhas que sobraram, fazendo uma capa nova com fotos da família ou desenhos. Isso contribui para o reaproveitamento de material, além de economizar no bolso. ''Comprar coletivamente também é uma boa tática usada por muitos pais. Juntar algumas famílias com filhos na mesma séria escolar e centralizar a compra em grandes quantidades pode gerar desconto entre 10 e 20%'', explica.
A empresária Alessandra Soares Silva ainda não comprou os materiais escolares que o filho Leonardo irá usar neste ano. Ele passou para a 1 série do Ensino Fundamental. A quantidade de material solicitada pela escola estava dentro do que a mãe imaginava. ''Não mudou muita coisa em comparação ao ano passado, mas mesmo assim é uma lista considerável'', diz.
Ela fez uma breve pesquisa em uma papelaria e prevê um gasto aproximado de R$ 250,00. Por ser proprietária de um buffet de festas infantis, Alessandra conhece os fornecedores de materiais solicitados pela escola. Como os produtos são vendidos em grande quantidade, e consequentemente com preços unitários mais baixos, ela pretende realizar a compra junto com outras mães. ''O fornecedor vende uma caixa com 12 tubos de cola. Mas como a lista escolar pede apenas três, compro em parceria com outras amigas. Assim fica mais barato'', conta. Esta tática pode ser realizada por qualquer pessoa, basta conhecer as empresas que fornecem os produtos. Com essa prática, Alessandra calcula que poderá economizar cerca de R$ 80,00.

mockup