A tecnologia leva praticidade para dentro de casa e transforma a vida de quem executa serviços domésticos. Popularizadas há pouco tempo, as máquinas que lavam e secam representam o que há de mais moderno nos setor de lavadoras de roupa. Os modelos custam entre R$ 3 mil e R$ 7 mil. O mais caro traz painel de controle com display de LCD e design exclusivo feito por artista internacional. O produto é como uma peça luxuosa de decoração. O melhor, porém, é que as roupas saem secas e praticamente sem a necessidade de serem passadas.
''Esta máquina utiliza água e ao mesmo um sistema de vapor no processo de lavagem, o que faz com que a roupa não saia enrugada. Muitas vezes, a peça nem precisa ser passada'', diz o vendedor João Augusto Just, da loja Colombo Premium. A vantagem é que o vapor penetra nas fibras dissolvendo a sujeira e removendo odores.
O vendedor observa que o ''mercado de lava e seca'' está crescendo muito, em função da comodidade que estas máquinas trazem. ''Há pouco tempo atrás, para ter essa comodidade era preciso comprar uma lavadora e uma secadora'', repara.
Outra função do produto é a remoção de vincos e odores em apenas 20 minutos. ''Se você chega da rua com uma roupa cheirando a cigarro, por exemplo, coloca na máquina e aciona somente o sistema de vapor'', explica Just. O modelo que custa R$ 7 mil tem capacidade para 10,5 quilos e vem nas cores vinho e branca.
O consumidor que não pretende gastar tanto, tem a opção de pagar a partir de R$ 3 mil por um modelo que também lava e seca. Assim como a top de linha, estas máquinas têm abertura frontal e não superior como a maioria dos modelos tradicionais. Elas possuem sistema por tombamento, semelhantes aos das lavanderias industriais.
''Esse sistema limpa melhor e é mais eficiente. O (sistema) agitador das máquinas com abertura superior acaba provocando desgaste da roupa'', afirma José Augusto Simeão, vendedor da rede Magazine Luiza. A tecnologia permite, inclusive, que a pessoa abra a porta da máquina sem derrubar a água, que fica embutida no equipamento.
As máquinas lavam e secam desde peças delicadas até edredons. Com o sistema anti-rugas, as peças saem amaciadas. ''Dependendo do tipo de roupa, já sai pronta para vestir'', diz Simeão. Ele acrescenta que a tecnologia Nano Silver utiliza-se de partículas de prata que eliminam os tipos mais comuns de bactérias das roupas e da lavadora. O ciclo completo (lavar e secar) demora em média três horas. Se a pessoa quiser apenas a opção lavar é possível programar. Todas as máquinas verificadas pela reportagem possuem classificação ''A'' (maior economia) no selo do Procel, que mede a eficiência energética.


Go­ver­nan­ta apro­va ‘la­va e ­seca’
  A go­ver­nan­ta Ro­si­me­re Kron­bauer já com­pro­vou a efi­ciên­cia de uma má­qui­na que la­va e se­ca. ‘‘A rou­pa sai to­tal­men­te se­ca. Mas vo­cê tam­bém po­de es­co­lher se ­quer ­mais ou me­nos se­ca. Só que o im­por­tan­te é vo­cê re­ti­rar as pe­ças lo­go que o ci­clo ter­mi­na, ca­so con­trá­rio ­elas vão fi­car com vin­cos, ­marcas’’, re­la­ta Ro­si­me­re, que tem 26 ­anos de pro­fis­são, e pres­ta con­sul­to­ria so­bre cui­da­dos com as rou­pas e or­ga­ni­za­ção da re­si­dên­cia.
  Ela con­ta que o sis­te­ma de ama­cia­men­to da má­qui­na dei­xa real­men­te vá­rias pe­ças pron­tas pa­ra ­usar. ‘‘Cal­ças ­jeans e blu­sas de ma­lhas le­ves, por exem­plo, po­dem ir di­re­to pa­ra o ca­bi­de. As ca­mi­se­tas de ma­lha eu pre­fi­ro pas­sar por­que gos­to de rou­pa bem li­si­nha, mas de­pen­den­do do ní­vel de exi­gên­cia da pes­soa nem pre­ci­sa. Já as ca­mi­sas têm que ser ­passadas’’, afir­ma a go­ver­nan­ta.
  Ro­si­me­re diz que o ci­clo da má­qui­na de­mo­ra em mé­dia ­três ho­ras (pa­ra la­var e se­car). Na ava­lia­ção, de­la o equi­pa­men­to com­pen­sa, le­van­do em con­ta que uma se­ca­do­ra gas­ta o mes­mo tem­po só pa­ra se­car. Ou­tra van­ta­gem, se­gun­do a go­ver­nan­ta, é o sis­te­ma de la­va­gem por tom­ba­men­to (com aber­tu­ra fron­tal). O mer­ca­do tam­bém ofe­re­ce má­qui­nas que só la­vam e cen­tri­fu­gam com es­te sis­te­ma.
  ‘‘Na prá­ti­ca, per­ce­bi que es­sas má­qui­nas gas­tam me­nos ener­gia e bem me­nos sa­bão. É que ­elas uti­li­zam pou­ca ­água, as rou­pas não fi­cam mer­gu­lha­das. Pa­ra la­var um edre­don, por exem­plo, eu co­lo­co uma xí­ca­ra de ca­fé de sa­bão em ­pó’’,
con­ta.
  Ro­si­me­re uti­li­zou a ‘‘la­va e ­seca’’ no seu em­pre­go an­te­rior. Na re­si­dên­cia em que ­atua ho­je, exis­te uma la­va­do­ra mo­der­na, po­rém, sem a fun­ção de se­car, já que a pro­prie­tá­ria pos­sui uma se­ca­do­ra tra­di­cio­nal. ‘‘Quan­do mi­nha pa­troa foi com­prar, su­ge­ri que op­tas­se por um mo­de­lo que la­va por tom­ba­men­to. É eco­nô­mi­co, efi­cien­te e pre­ser­va a qua­li­da­de das ­roupas’’, afir­ma. (G.M.)

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