Suas compras - Ipem fará análise de papel higiênico
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quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Eli Araujo<BR>Reportagem local 
O Instituto de Pesos e Medidas em Londrina está coletando amostras de papel higiênico em estabelecimentos da cidade e região para fazer análises de quantidade do produto. De acordo com informação do gerente regional do IPEM em Londrina, Marcelo Trautwein, este trabalho deverá estar concluído até o final deste mês.
Embora a maior preocupação dos consumidores seja com a qualidade do produto, até o momento não foi realizada nenhuma análise de laboratório qualitativa no Brasil. A portaria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial que estabelece as normas para a comercialização do papel higiênico no Brasil é datada de 20 de junho de 2000 e fixa critérios apenas quantitativos. Por exemplo: que os rolos devem ter conteúdos múltiplos de 10 metros de comprimento, a largura fixa de 10 centímetros e as embalagens devem conter 2, 4, 6, 8, 10 ou 12 unidades. Ainda neste ano, o Inmetro deverá encaminhar amostras do produto para análises de qualidade em laboratórios altamente especializados.
A dona de casa Jussara Justus tem muita convicção na hora de comprar papel higiênico. Ela gosta de papel macio e sem cheiro. Não tenho preferência se o papel é picotado ou não, se é folha dupla ou não; para mim o que importa é qualidade. A dona Jussara também é uma cliente fiel. Geralmente, só compro uma marca, mesmo que outras estejam em promoção; para mim é preferível pagar um pouco mais e ter um papel melhor, afirma. Por este motivo, ela garante que jamais compraria um papel higiênico de qualidade não comprovada.
O analista de sistema Leandro Luis Lobato também prefere o papel higiênico de melhor qualidade. Na opinião dele, se o papel for ruim, a gente acaba gastando mais. Ele ainda leva em conta o preço na hora da compra, aproveitando as promoções, sempre que possível. Entretanto, a palavra final é sempre da mulher. É ela quem decide o tipo de papel, se é picotado ou folha dupla, porque para mim não faz diferença. Agora, se o papel não for de boa qualidade, a compra daquela marca não se repete. Se o papel for ruim, daquele tipo que esfarela, a gente só compra uma vez, afirma.
Para a estudante Taís Vaz de Lima, o papel deve ser branquinho, mas não pode ser perfumado e nem do tipo que desmancha. Quanto aos papéis de qualidade inferior, ela é taxativa: Estes papéis que desmancham, que esfarelam, não deveriam estar no mercado; mas os de melhor qualidade deveriam ter os preços mais acessíveis, reclama.
Altas na Ceasa
O movimento na Ceasa de Londrina foi considerado normal nesta quinta feira, sendo registrado altas de preços de apenas três produtos.
Pimenta 25%
R$ 25,00 cxa 12 kg
Cenoura 25%
R$ 20,00 cxa 23 kg
Nectarina nacional 50%
R$ 66,00 cxa 22 kg
Preços na feira
Veja os preços que estão sendo praticados nas feiras no centro de Londrina:
Tomate de primeira
R$ 2,00 a R$ 2,30 o kg
Chuchu
R$ 1,80 a R$ 2,50 o kg
Pepino caipira
entre R$ 1,00 e R$ 2,50 o kg
Batata monalisa
R$ 0,70 a R$ 1,50 o kg


