SUAS COMPRAS - Inovações e sabores da agroindústria
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O trabalho da agroindústria do Paraná apresenta cada vez mais inovações e sabores diferenciados. A produção vai desde rapadura cremosa até geleia com pimenta. A produtora Giovana Freitas, de Entre Rios do Oeste, cidade próxima a Foz do Iguaçu, desenvolveu a rapadura cremosa que pode ser consumida no pão ou mesmo em ''colheradas''. Ela comercializa os sabores mamão e laranja, amendoim e a rapadura ''pura''. O produto com amendoim parece um pé-de-moleque cremoso.
''Queríamos trazer uma coisa que facilitasse no dia-a-dia das pessoas'', disse. O item foi lançado durante a Feira Sabores do Paraná que terminou no último domingo no Parque Barigui, em Curitiba. Giovana já trabalha com o melado, o melado batido cremoso e o doce colonial. Agora está em fase de criação uma página na internet.
A agroempreendedora Anete Barison Dal Sasso atua em Rolândia com a produção de geleia com pimenta há cerca de sete anos. Ela começou vendendo geleias em cestinhas e mais tarde aumentou o volume de produção. Utiliza pectina de maçã, pimenta dedo-de-moça e algumas especiarias para aromatizar. Ao consumir o produto, a pessoa sente primeiro um sabor doce e depois a ardência da pimenta.
Dessa geleia nasceram outras como a de ''abacaxi baiano'' que utiliza pequenos pedaços de abacaxi com pimenta e especiarias. Segundo ela, as geleias podem ser usadas em frutas, pizzas, carnes, como acompanhamento de cremes, em pudins e saladas.
A empresa dela é familiar, conta com cinco pessoas que trabalham em regime de produção artesanal. São fabricados cerca de 5 mil potes de geleia por mês. Com participação em feiras, ela começou a comercializar os produtos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agora, recebeu propostas de São Paulo, do Rio de Janeiro, Pernambuco e Maranhão. ''A nossa preocupação é levar saúde para as pessoas'', disse.
A partir da banana, a produtora Rose Mary Abranches, começou a fabricar a farinha de banana verde, em Cambé. O produto tem alto teor de amido resistente, ajuda a diminuir o teor de açúcar e gordura do sangue e já existe há cinco anos. Pode ser consumida na comida, em sucos, vitaminas e não tem sabor. Também traz benefícios para a saúde de quem tem diabete e colesterol.
Para produzir a farinha, a banana é descascada, picada, vai para o desidratador e é transformada em pó. Rose é londrinense e já vende o produto para os Estados do Paraná, Rio de Janeiro e Brasília.
Maria Célia Fagundes de Cornélio Procópio desenvolveu um produto para atender o público que não consome carne: a feijoada vegetariana que leva feijão, proteína e linguiça de soja e legumes. A linguiça de soja é feita a partir de proteína e resíduo de soja, trigo para quibe, farinha, curry, sal, alho, cebolinha e salsinha.
Os consumidores aprovaram os produtos dos agroempreendedores do Paraná. ''Quando venho a feiras de alimentos procuramos sempre compotas, embutidos, geleias e vinhos'', disseram o assessor parlamentar Everson Soares de Matos e a assistente social Viviane de Lara. ''Adoro queijos, geleias e produtos artesanais'', contou a estudante Priscila Cripriani.
A 10 Feira de Sabores contou com a participação de 250 agroindústrias e mais de 1,5 mil itens. A primeira edição do evento aconteceu no antigo Parque Castelo Branco na região metropolitana de Curitiba e teve a participação de 13 agroindústrias. O evento foi responsável pela abertura de novos mercados para as pequenas e médias agroindústrias familiares do Estado.
A partir de 2003, a Secretaria Estadual de Agricultura iniciou um processo de interiorização da feira que levou à realização anual de 15 feiras regionais e sete edições estaduais.


