SUAS COMPRAS - GPS automotivos conquistam motoristas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
Dirigir por várias cidades do Brasil sem se perder e ainda escolher o melhor jeito de fazer o caminho. Os navegadores GPS automotivos têm despertado o interesse de muitos motoristas que querem facilitar as viagens e que gostam de investir em novos acessórios. Vários fabricantes oferecem esses equipamentos específicos para veículos, pelos quais o usuário pode se orientar por meio visual ou de voz.
O produto é muito fácil de ser comprado pela internet, mas já está disponível em lojas de acessórios para veículos e até em postos de gasolina. Alguns modelos tocam MP3, oferecem visualização de fotos, sistema bluetooth, entre outros benefícios. Hoje é possível encontrar navegadores por menos de R$ 1 mil. Há três anos, o preço médio era perto de R$ 2 mil.
O empresário Eduardo Tominaga começou a vender navegadores automotivos há cerca de um ano e diz que a procura vem aumentando. ''Não havia uma demanda muito grande entre nossos clientes, mas a partir do momento em que passamos a oferecer, aí despertou o interesse. Nas grandes cidades, já é febre'', diz o proprietário da Lumarsom, em Londrina. Ele diz que o equipamento é procurado pelo público masculino, acima de 30 anos, das classes A e B, que tem o hábito de viajar nas férias, finais de semana, feriados.
Tominaga trabalha com uma marca de navegador cujo software traz 5.559 cidades brasileiras mapeadas, sendo 1.259 navegáveis. Também estão disponíveis 600 mil pontos de interesse público (hotéis, bares, restaurantes). ''Nas navegáveis, é só digitar o endereço que o equipamento vai te orientar certinho. Ele vai te mostrando o mapa e ao mesmo tempo te orienta por voz, detalhando 'vire à direita, agora siga em frente''', explica o empresário.
O problema é que muitas cidades de porte médio, como Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, são parcialmente navegáveis. Nestes casos, não dá para confiar nas informações fornecidas pelo equipamento. O usuário digita um endereço e pode ser levado para uma rua diferente ou orientado a virar na contramão. ''Não sei qual é o critério que eles utilizam, já que Cambé é navegável e Londrina é parcialmente'', diz Tominaga.
Apesar disso, o empresário afirma que a marca com a qual trabalha traz um dos softwares mais completos do mercado e existe a garantia de atualização por parte dos fabricantes. Ele oferece três modelos diferentes, a partir de R$ 890.
Os mais procurados são os portáteis, que vêm com uma base para ser acoplado no para-brisa ou no painel e um plug para ser conectado ao acendedor de cigarros. Uma vez carregada a bateria, a autonomia é de quatro a seis horas. Também há uma opção que pode ser instalada no espelho retrovisor - custa em média R$ 1 mil.
Em todos esses casos, o usuário não tem que passar nenhuma fiação no carro, nem pagar assinatura. O navegador funciona com toques na tela (touch-screen) e traz quatro opções de cálculos de rotas: fácil, econômica, curta e rápida. Há ainda o zoom inteligente (que amplia a imagem quando o veículo está próximo a pontos de mudança de direção) e o teclado inteligente (facilita a procura de endereços e cidades).
Uma nova tendência são os sistemas integrados (que não são removíveis), que trazem GPS junto com CD, DVD, bluetooth. ''Isso já é comum em países de Primeiro Mundo, onde os carros já vêm com esse opcional. Aqui, perceberam esse mercado e já estão disponibilizando. A maioria dos sistemas, porém, ainda é feita apenas para carros importados ou de luxo'', diz Tominaga. Os preços ficam entre R$ 3,5 e R$ 4 mil.
O navegador automotivo não é indicado para trilhas ou pescarias. ''Nestes casos, são utilizados equipamentos universais, que não têm mapeamento de ruas. São completamente diferentes'', diz Tominaga. Fora das cidades, o GPS automotivo mostra ao usuário apenas latitude e longitude.


