SUAS COMPRAS - Fantasias carnavalescas devem ter toque pessoal
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - No carnaval deste ano, nenhuma fantasia irá dominar os salões e avenidas da folia. Com exceção de máscaras do presidente americano Barack Obama e algumas pessoas que podem se deixar levar com o enredo da novela da Rede Globo sobre a cultura indiana, as opções de trajes neste ano repetem velhas tradições da festividade. É o que apontam profissionais da área.
Para o diretor de caranaval da escola de samba curitibana Acadêmicos da Realeza, Josias Pimenta, no carnaval, tudo é válido. Nada é proibido ou fora de moda. Mas a fantasia é algo muito pessoal. Tem gente que não fica bem de pirata, não combina com a pessoa, diz.
Na loja de aluguel de trajes, um dos mais procurados nesta época é o de sambista. O que fazemos é pegar o cinturão e o top da odalisca a mulher usa com um biquíni por baixo. É o que mais sai. O que tanto homens quanto mulheres querem é uma roupa bem fresca para não passar calor, conta Durvalina da Silva Messias, vendedora que trabalha com fantasias há 10 anos.
Na Mansão das Fantasias, uma roupa pode variar de R$ 35 à R$ 250, dependendo da confecção e dos acessórios. Entre as mais baratas para as mulheres estão as de pedrita, índia, freira, enfermeira. Para quem está com o corpo em forma, como a proprietária da loja, Manoela Paz Ribeiro de Souza, se vestir de baiana é uma boa opção com o menor preço praticado no estabelecimento.
Para eles, os trajes preferidos são os de super-heróis, pirata, marinheiro, havaiano, vaca, sheik e personagens como Fred Flintstones, Chaves e Chapolim. Outra opção dos frequentadores das folias do sexo masculino é se vestir de mulher. Mas Durvalina dá o conselho: tem que ter estilo. Uma pessoa muito tímida não vai se sentir bem.
Já as fantasias mais elaboradas, com muito tecido, ficam de lado neste período. As mulheres aproveitam para mostrar o corpo e os homens não querem saber de roupa muito quente. Uma boa ideia para elas é a roupa de melindrosa. É barata e cai bem em qualquer idade, recomenda Durvalina.
A vendedora Franciele de Fatima Borges Thyootwon, 30 anos, não economiza na hora de se transformar para curtir o Bloco das Doidas, no carnaval de Antonina (Litoral do Estado). Ela conta que nunca procura uma fantasia específica. Gosto de chegar na loja, provar e ver o que fica bem em mim. Não importa o preço. Já cheguei a gastar R$ 900 em uma roupa de Cleópatra cheia de acessórios, diz.


