Suas compras - Faltam produtos para pessoas independentes
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segunda-feira, 04 de setembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Há um segmento da sociedade que aumenta todo ano. É o de adultos solteiros ou independentes que moram sozinhos por opção, na maioria das vezes, ou por necessidade, em alguns casos. Este grupo de pessoas se sente meio esquecido pelas indústrias, que parece indiferente a este nicho de mercado. A reclamação é de que há pouca variedade de produtos para o consumo individual e, quando os produtos existem, os preços são relativamente mais altos em comparação com produtos na quantidade ''padrão''.
Para o jornalista Edenilson de Almeida, o maior problema é não encontrar produtos em quantidades adequadas para o consumo individual. ''Por isso, num mês em compro manteiga e em outro requeijão, porque se comprar os dois, um estraga'', afirma. Ele reconhece a existência de alguns produtos com porções individuais, mas nota a falta do complemento (tempero) na quantidade certa para solteiros. Quanto ao preço, Almeida acredita que, proporcionalmente, o solteiro acaba pagando mais caro. ''Eu entendo que a embalagem é a mesma, mas a quantidade é menor'', explica. Na opinião dele, a indústria deveria equilibrar a questão do preço oferecendo uma variedade maior de produtos para este segmento.
O músico Carlos Soares de Melo mora sozinho em função do trabalho, mas admite que tem uma certa dificuldade tanto em comprar como em preparar o que leva para casa. ''A gente fica em dúvida''. E, além do mais, dá muito trabalho'', justifica. Para evitar tanta mão-de-obra, Melo prefere fazer suas refeições fora de casa. Mesmo assim, faz questão de comprar tudo que é essencial para não ter problemas no caso de aparecer uma visita. O músico diz ainda que, além de oferecer uma variedade maior de produtos para atender as pessoas que moram sozinhas, ''a indútria deveria oferecer alguma coisa mais prática de fazer''.
A fisioterapeuta Luciana Alves Pereira se vê na obrigação de tomar cuidados em dobro porque viaja muito a trabalho. Por este motivo, ela diz que procura comprar produtos com validade maior e em pouca quantidade. Mesmo assim, quando se trata de frutas e verduras, uma parte acaba se perdendo. E para evitar desperdício, ela congela o que é possível.
A fisioterapeuta também reclama da inexistência de produtos na quantidade adequada para as pessoas independentes e acha que as indústrias deveriam dar maior atenção ao assunto. Ela também vê contradição no detalhe dos preços. ''A embalagem menor tem o preço maior, na proporção, o que encarece ainda mais para os solteiros'', afirma. Luciana diz ainda que a pessoa ''se perde um pouco quando faz a opção de morar sozinha, mas com o tempo aprende a comprar o que precisa na quantidade certa''.


