A primeira frente fria que chegou ao Norte do Paraná com relativa intensidade, trouxe um novo ânimo ao comércio, que já montou as vitrines com vistas à temporada outono/inverno. A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) informa que a expectativa de vendas é bem melhor que o ano passado, considerando que ainda faltam dois meses para o inverno e as previsões são de que o frio será mais intenso. Os lojistas também contam com uma característica própria do consumidor para esta época do ano: a de comprar roupas de inverno apenas quando a temperatura realmente cai.
A manicure Joice Mendes não perdeu tempo. Foi a temperatura baixar e ela pegou o rumo das lojas para comprar roupas de inverno, em especial casacos e calças de moleton. Ela saiu das lojas com cinco pacotes em mãos. ''A gente tem o hábito de comprar roupas quando está calor; e se não fosse esse friozinho, com certeza não teria saído para comprar''. A manicure acredita que o inverno será mais rigoroso este ano. ''O tempo não está confiável, oscila bastante e está tudo ao extremo, tanto o verão quanto o inverno''. Joice gastou cerca de R$ 300,00 em roupas de inverno para ela e o irmão, e espera não voltar às lojas este ano com o mesmo objetivo.
A professora Loana Jonck Cassaniga passou em um shopping para olhar as vitrines de algumas lojas. Ela pretende comprar calças, blusas e botas para ela, o noivo e uma enteada, nos próximos dias. Numa primeira verificação, Loana achou que ''os preços estão elevados''. Ela chegou da Inglaterra há um mês e, apesar da frente fria que atingiu o Norte do Paraná, não estranhou a redução da temperatura. ''Aqui, realmente não está tão frio; na Inglaterra o normal é a temperatura ficar em torno de 7 a 12 graus''. Loana acha que está um pouco mais frio na região considerando que este é o primeiro mês do outono, mas espera que o inverno não seja tão rigoroso.
E quem está rindo à toda com a ''redução'' na temperatura é a empresária Patricia Zanicotti, que veio de Curitiba para Londrina há três anos. Comparando as temperaturas das duas cidades, ela diz que aqui praticamente não faz frio e uma ''meia manga'' é o suficiente para encarar a temperatura na cidade. Ela afirma que vai comprar algumas roupas de inverno, mas não agora, e observou um certo exagero nas vitrines das lojas em um shopping. ''Essa roupa a gente usa um dia e depois guarda no armário o resto do ano; essa frente fria logo vai embora, o sol reaparece e tudo volta ao normal com blusinhas de alça e sandálias''.

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