Algumas pessoas se preocupam um pouco mais com a aparência, outras nem tanto; mas quase ninguém fica sem os produtos de higiene pessoal. E confirmando a tendência de que a primeira impressão é a que fica, o que se pode observar nos supermercados é que o espaço reservado para tais produtos é cada vez maior. E os consumidores são exigentes.
''Quando se trata de higiene pessoal a primeira coisa que observo é a qualidade'', afirma a professora Talicia Serafini. Só com xampu e sabonete ela gasta cerca de R$ 50,00 por mês. Talicia cita alguns exemplos do que reprova em termos de qualidade: se um produto anuncia uma coisa e na prática acontece outra, se o sabonete causa alergia ou se tem um perfume bom, se o shampoo deixa o cabelo bonito ''necessariamente''.
A professora diz ainda que, em função das exigências, só leva em conta as promoções de artigos de higiene pessoal quando se trata de produtos conhecidos. ''Na hora de comprar, eu já sei o que quero e também sei a marca que vou usar''.
A empresária Carina Dias compra o básico em termos de higiene pessoal uma vez por mês e, dependendo da necessidade, repete a compra. Ela é casada, tem dois filhos pequenos - de 3 e 4 anos, e gasta entre R$ 100,00 e R$ 150,00 por mês. ''A minha família gasta bem mesmo e, por isso, a gente aproveita quando tem promoção porque fica bem mais fácil'', afirma.
Os critérios que ela leva em conta são, pela ordem, a marca, a qualidade do produto e o preço. A empresária não se recorda de ter comprado um produto de qualidade duvidosa, mas diz como reagiria diante de tal situação: ''Quando uma mercadoria não agrada, com certeza a gente troca; não usa mais aquele produto''.
A professora Viviane Paes Santiago, por sua vez, considera que o preço é um detalhe importante quando o assunto é higiene pessoal, mas garante que deixa de comprar alguns produtos se não houver qualidade. ''Muitas vezes não vale a pena, o preço está bom mas a qualidade não é boa; então não compensa'', diz.
Por isso, ela só compra em promoção quando coincide de ser algo que já usa no dia-a-dia. ''Quando a promoção é de produtos que a gente já usa, fica bem mais fácil'', afirma. Viviane é casada, tem dois filhos - de 6 e 11 anos -, e diz que não tem idéia de quanto gasta por mês com higiene pessoal: ''Só sei que é uma boa quantia''.



Higiene tem relação com auto-estima

  A psicóloga Neide Zucoli de Oliveira diz que a preocupação com a higiene pessoal tem uma relação direta com a auto-estima das pessoas, embora não seja o fator determinante. ‘‘A auto-estima é algo muito complexo, envolve a forma como a pessoa se vê, e quando ela está bem, procura se cuidar melhor, se apresentar mais bonita, mais cheirosa’’, afirma. E acrescenta que o inverso também é verdadeiro.
  Neide faz questão de frisar que a aparência é algo que considera ‘‘pequeno’’ porque existem outros detalhes que devem ser considerados no caso de auto-estima. Por exemplo: a capacidade de superar problemas, ter bons relacionamentos pessoais; ter habilidades nas relações sociais; sentir que é realizada em vários aspectos, inclusive o profissional.
  Outro aspecto citado pela psicóloga é a relação da higiene pessoal com a ‘‘cultura da imagem’’ que existe atualmente e faz lembrar um pouco o tempo do conceito da ‘‘boa aparência’’. Na opinião dela, este conceito era exclusivamente discriminatório em termos de raça ou idade. ‘‘E hoje, o cuidar-se melhor é necessário para o marketing pessoal, ajuda em termos de auto-estima, mas não é tudo, não é a solução’’, avalia. (E.A.)


Contagem regressiva

Termina em um mês o prazo para que as padarias deixem de vender o pão francês por unidade e passem a vender o produto exclusivamente no sistema de peso. Até o momento, uma boa parte das padarias já aderiu ao novo sistema, enquanto outras parecem aguardar o prazo limite.
Fora de moda
É curioso como as mercadorias perdem o valor quando saem de moda. Em algumas lojas da Rua Sergipe é possível encontrar pares de calçados por até R$ 5,00.

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