Suas compras - Consumidor economiza com remédios genéricos
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
São Paulo - A venda de computadores no mercado formal brasileiro registrou um aumento de 46% no ano passado em relação a 2005. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), foram comercializadas 8,3 milhões de unidades no ano passado, ante 5,7 milhões de 2005. Para o diretor da Área de Informática da Abinee, Hugo Valério, esses números são reflexos de medidas de desoneração tributária, da maior fiscalização da Polícia Federal e Receita Federal e da ampliação do crédito.
Valério ressalta que atualmente o mercado formal de computadores já responde por 60% das vendas. ''A MP do Bem, que eliminou o PIS/Cofins aos computadores abaixo de R$ 2,5 mil, fez com que os preços do mercado formal se aproximassem do informal'', considera, acrescentando que o consumidor percebeu, desta forma, as vantagens que existem na compra do produto legal como a garantia, a nota fiscal, o suporte técnico e a assistência técnica.
O aumento do crédito tanto pelo governo federal - através do programa Computador Para Todos, que financiou as máquinas em até 24 vezes ao consumidor final - quanto pelo setor varejista também contribuíram para o aumento das vendas. Segundo ele, aliado à ampliação do crédito, a queda do dólar também contribuiu para as vendas e para a redução dos preços dos computadores.
''Alguns componentes importados ficaram mais baratos, o que reduziu entre 15% e 20% o preço ao consumidor. Com um aumento no volume de vendas houve ainda uma diminuição nos custos fixos da produção.''
O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que amplia a isenção tributária para computadores de até R$ 4 mil vai permitir que o mercado possa crescer aproximadamente 20% em 2007. ''Com a imediata efetivação da medida estimamos que as vendas de computadores neste ano fechem em 10 milhões de unidade, permitindo uma ampliação da formalização do mercado''.
Segundo Valério, estimativas indicam que o crescimento do setor de informática tenha gerado cerca de 12 mil empregos diretos na cadeia produtiva, fora os indiretos, em 2006.
Patente dá direito à exclusividade
A principal dúvida dos consumidores nos balcões das farmácias é saber porque não existe genéricos para todos os medicamentos. E o motivo é o direito de propriedade industrial. O professor de farmacologia José Antonio Zarate Elias explica que um medicamento só pode ser produzido como genérico depois que a patente de tal remédio passa a ser de domínio público. Até este prazo, apenas o laboratório que patrocinou as pesquisas pode produzir o medicamento com exclusividade.
De acordo com o professor, o prazo da patente para medicamentos vigora, em média, por 20 anos. Ele diz que um dos maiores custos está exatamente na fase de pesquisas, daí a diferença de preços entre os remédios de referência e os genéricos. Elias cita o exemplo do Viagra. Estima-se que foram gastos US$ 1 bilhão com pesquisas até se chegar ao ponto de produção em larga escala.
Os medicamentos genéricos começaram a ser produzidos no Brasil há menos de 10 anos. Segundo o professor, existem remédios genéricos para a maioria das doenças. Ele afirma também que os genéricos, de maneira geral, são tão eficazes quanto aos medicamentos de referência. Mas lembra que às vezes aparecem algumas marcas que não conseguem manter a mesma qualidade que o remédio tradicional.
O órgão que controla a qualidade dos medicamentos no Brasil é a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.(E.A.)
Inflação
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,13% na segunda prévia de fevereiro, ante a alta de 0,44% da segunda prévia do mês passado. O índice, anunciado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,10% e 0,25%, e abaixo da mediana das expectativas (0,16%).
Indicadores
A FGV informou os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total do índice geral, teve aumento de 0,02% na segunda prévia de fevereiro, ante alta de 0,35% em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com participação de 30% no IGP-M, apresentou avanço de 0,37% na segunda prévia de fevereiro, ante aumento de 0,69% em igual prévia em janeiro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), que representa 10% do total do IGP-M, subiu 0,28% na segunda prévia de fevereiro, ante aumento de 0,38% na segunda prévia de janeiro.


