SUAS COMPRAS - Computador se torna objeto de uso pessoal
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quarta-feira, 30 de abril de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O mercado de informática passa por mudanças substanciais desde que o computador entrou na vida do brasileiro. No começo dos anos 90, era algo raríssimo alguém ter um computador em casa. Depois, o equipamento se tornou quase obrigatório na maioria das residências. E hoje, ter o computador apenas em casa já não é mais suficiente. Para muitos, o equipamento está se tornando um objeto de uso exclusivamente pessoal. E por isso, as lojas especializadas registram um aumento considerável nas vendas de notebooks.
A rotina de trabalho do vendedor Valdair dos Santos Almeida mudou completamente há um mês depois que ele comprou um notebook. Antes, ele precisava anotar o pedido do cliente em um papel e depois passar por fax para a empresa. ''Hoje, consigo digitar o pedido na frente do cliente e já deixo a cópia para ele via e-mail e, se precisar, a entrega da mercadoria é feita no mesmo dia''.
Almeida é vendedor de uma empresa que trabalha com 120 mil itens. ''É humanamente impossível guardar tudo isso na cabeça; e com o computador eu faço a consulta de preços tête-à-tête com o cliente, o que facilita muito mais a negociação''. Ele tem outro computador em casa que é usado pela esposa em função de trabalho e por um filho de sete anos para pesquisas escolares e lazer.
A professora Ligia Giovaninetti tem computador em casa, mas como fica a maior parte do tempo no trabalho, queria um equipamento para elaborar provas e fazer pesquisas na própria escola. ''É uma forma que descobri para aproveitar melhor o tempo''. Ela disse que os alunos sempre a procuravam para esclarecer algumas dúvidas antes das provas e havia uma certa dificuldade de comunicação. ''Agora, tenho o atendimento on-line e posso esclarecer qualquer dúvida dos alunos pelo MSN''.
A professora chega a conversar com 10 alunos simultaneamente. E os alunos, que estão na faixa de 12 e 13 anos, aprovaram a idéia. E para Ligia, o computador se transformou em um objeto de uso pessoal tanto quanto o celular. ''Não largo do notebook nem quando vou à casa de meus pais nos finais de semana''.
A empresária Geane Domingues da Silva tem uma indústria de lajes, que fica um pouco afastada da cidade. Até recentemente, ela fazia as anotações do que precisava em um caderno e não tinha um computador no trabalho por falta de segurança. ''Não tenho como deixar um objeto de valor porque a empresa já foi roubada várias vezes'', afirma.
Para não correr mais riscos, Geane comprou dois notebooks há seis meses. Ela leva e traz os equipamentos de casa para a empresa diariamente. Um dos notebooks é usado por um funcionário da área administrativa. E mesmo aprovando a praticidade do equipamento, a empresária diz que ainda não domina bem esta tecnologia e pretende fazer um curso básico de informática para aproveitar melhor os recursos do equipamento.


