SUAS COMPRAS - Como facilitar a vida do alérgico
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Anelise Faucz<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Dermatites, asmas alérgicas (bronquites) e outras complicações do gênero requerem cuidados especiais a fim de evitar o contato da pessoa com o agente que desencadeia as crises. Isso se traduz em munir o alérgico de produtos especiais para a pele, roupas de cama e até mesmo artigos de decoração da casa como tapetes e cortinas. Dependendo da alergia, há pessoas que precisam se privar da convivência com animais de estimação como gatos e cachorros e muitas vezes trocar peças internas da casa para evitar o desencadeamento de crises.
Mesmo para quem não sofre de alergia, a estação do inverno provoca alguns problemas, típicos desta época do ano. ''Geralmente esquentamos mais a água no banho no inverno e isso irrita a pele e exige que pessoas não alérgicas precisem adotar medidas'', fala a alergologista e pneumologista pediátrica Rosaly Vieira dos Santos.
Segundo dados de 2009 da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população mundial possui algum tipo de alergia. O clima frio dos estados do Sul do Brasil não é causa, mas agrava o quadro de saúde das pessoas que sofrem com o problema.
Facilidade na hora de limpar a casa é tudo que uma pessoa que sofre com alergias precisa. ''Os cômodos não devem acumular tecidos e precisam receber boa circulação de ar'', diz a coordenadora de pós-graduação em Projetos de interiores do Centro de Educação Profissional em Decoração, Artes e Paisagismo (Cepdap) de Curitiba, Arabella Galvão.
Cortinas de tecido exigem esforço extra na hora da limpeza. Optar por trilhos suíços ao invés dos convencionais simplifica a retirada da cortina para o transporte. O funcionamento do trilho suíço - que pode ser estilo persiana chamado Sistema Wave (R$ 134 a R$ 154 com todos os mecanismos inclusos) - facilita a retirada para lavar. Há a opção americana do trilho suíço, onde a cortina escorrega facilmente por estar presa por um engate e não por uma costura, acrescenta Arabella. O metro da peça custa R$ 24 na Decor-Lar, em Curitiba.
Como o voil e os black-outs especiais são tecidos mais leves e acumulam menos pó são mais indicados nos cômodos das pessoas alérgicas. Fazer alças de tecido para as cortinas e encaixá-las em varão, abrindo mão dos trilhos, é outra alternativa para reduzir o trabalho de limpeza da peça. Vale lembrar também que optar pelas persianas verticais ao invés das horizontais poupa trabalho para tirar o pó das aletas. É possível encontrar voil a partir de R$ 8 o metro e black-out a partir de R$ 12.
O que pouca gente sabe é que já existem materiais de revestimentos para móveis de bancadas em madeira feitas com chapas de MDF que eliminam a propagação de bactérias. O revestimento contém uma substância chamada melamínico com microban que evita o acúmulo de pó na superfície. As chapas são da Duratex e o preço varia de R$ 110 a R$ 240, conforme a espessura da chapa, que pode ser de 6, 15 ou 18 milímetros.
Em relação ao uso de tapetes, é preferível optar pelos modelos com maior porcentual de poliamida pois reduzem a aderência de sujeira nas tramas. Tapetes de polipropileno, plásticos também são anti-ácaros e podem amenizar o problema. Na Casa Nova, o metro do tapate de poliamida está a partir de R$ 550. De polipropileno não ultrapassa R$ 300. Quanto mais fechadas forem as tramas melhor para não fixar tanta poeira. Tapetes em couro e os emborrachados de EVA, especialmente no quarto das crianças, são as melhores opções.


