A comodidade da comida pronta ganha cada vez mais adeptos, seja pela rotina cheia de compromissos ou pela falta de disposição em enfrentar o fogão. As alternativas para quem deseja ficar longe da cozinha atendem paladares e bolsos diversos. Uma dessas opções são as rotisseries, departamentos dos supermercados que oferecem pratos prontos, geralmente vendidos a quilo.
Na hora do almoço, quando a fome aperta fica mais fácil escolher entre uma infinidade de pratos bem arrumados num balcão, cuja iluminação valoriza o aspecto e sugere um bom sabor. Além da aparência, funcionários bem treinados podem auxiliar na escolha do cardápio.
Os supermercados têm investido neste público que prima pela rapidez no atendimento e qualidade da alimentação. Alguns estabelecimentos ampliam a oferta, com carne assada aos domingos, o que reforça o almoço do fim de semana. O cheiro dos assados invade as lojas e até mesmo quem não pensava em comprar, se sente tentado a levar para casa um pedaço de costela, maminha ou alcatra.
A aposentada Esmeralda Colombo, moradora da zona Sul de Londrina, aproveitou a proximidade do Super Muffato para comprar o almoço de domingo. ''Estou fazendo faxina hoje e não quero parar para cozinhar'', explicou. Apesar da urgência, Esmeralda avaliou com muito critério as opções do balcão e escolheu risoto de frango e de palmito e sobrecoxa de frango assada. ''Procuro comprar coisas saudáveis. Amo isso (apontando para uma bandeja de costelinha de porco) mas os triglicérides não gostam'', afirma.
O empresário Rodrigo Teodoro é um entusiasta das facilidades da comida pronta. Como mora sozinho, opta por comer fora todos os dias e mesmo quando fica em casa prefere levar tudo pronto. ''Hoje tenho visitas, por isso vim à rotisserie'', afirmou, enquanto observava a churrasqueira do supermercado em busca de um suculento assado. Acabou escolhendo um pedaço de costela recheada. ''Na minha casa não tenho nada. Na geladeira só tem vinho e água. Quando preciso tenho que vir comprar'', relata.
Francisco Barata geralmente vai sozinho ao supermercado e escolhe o cardápio do fim de semana. ''Domingo é dia de descansar. É um pouco mais caro (comprar pronto) do que cozinhar em casa, mas vale a pena'', afirma, garantindo que a esposa aprova suas escolhas.
Agnaldo do Nascimento, gerente da loja, afirma que os pratos são vendidos por quilo e têm preços diferenciados. O arroz, por exemplo, custa R$ 8,90, a maionese, R$ 10,90. A costela custa R$ 13,90, costela recheada, R$ 16,90, fraldinha e cupim, R$ 18,90 cada. Juliana Rezende de Abreu, nutricionista do supermercado, afirma que usa como critério para definir o cardápio os valores nutricionais dos alimentos e a preferência dos clientes. Diariamente são oferecidos 12 tipos de saladas e 15 pratos quentes com pelo menos quatro tipos de carnes. Às quartas e sábados é oferecida feijoada e às sextas-feiras, dobradinha.
O supermercado São Francisco, localizado no shopping Com Tour, zona Oeste, também apostou no segmento e desde que abriu a loja há sete meses oferece comida pronta. Mas atendeu a uma necessidade daquela região da cidade e instalou um buffet e mesas dentro da loja para servir refeições. ''Algumas pessoas levam para casa, mas o forte são os clientes que comem aqui'', diz o gerente geral, Vagner Marcondes.
Elaborado por uma nutricionista o cardápio oferece diariamente 10 tipos de saladas e 30 pratos quentes, além de várias opções de sobremesas, como doces, pudins, torteletti e tortinha de limão. As refeições e pratos custam R$ 15,90 o quilo. O Festival de Assados também oferece dezenas de opções aos domingos.
A estrutura do restaurante nunca fica ociosa. Fora do horário das refeiçõs no local funciona uma cafeteria, que fornece 15 tipos de cafés especiais e capuccinos.


Critério garante a qualidade da refeição
  Sa­ber com­por um car­dá­pio na ho­ra de com­prar co­mi­da pron­ta po­de pro­por­cio­nar um re­fei­ção sa­bo­ro­sa e, ao mes­mo tem­po, nu­tri­ti­va. A nu­tri­cio­nis­ta Bea­triz Ve­ne­gas Ula­te re­for­ça que o con­su­mi­dor de­ve es­tar aten­to a al­guns de­ta­lhes. Se­gun­do ela, é pre­ci­so va­riar os ti­pos de ali­men­tos. ‘‘É bom evi­tar com­prar ­dois ali­men­tos do mes­mo gru­po. Por exem­plo, se le­var mas­sa, ­abra mão do ar­roz e tro­que a maio­ne­se por uma sa­la­da de ver­du­ras e ­legumes’’, acon­se­lha.
  A car­ne, um dos pra­tos no­bres da re­fei­ção, de­ve ser bem es­co­lhi­da. ‘‘Dê pre­fe­rên­cia aos as­sa­dos, que li­vra o con­su­mi­dor do ex­ces­so de gor­du­ra de ou­tros ti­pos de pre­pa­ro e dos car­boi­dra­tos de al­guns ­molhos’’, afir­ma. A nu­tri­cio­nis­ta acres­cen­ta que de­ve-se es­tar aten­to tam­bém ao in­ter­va­lo en­tre a com­pra e o con­su­mo dos ali­men­tos. ‘‘Es­te tem­po de­ve ser o me­nor ­possível’’, diz. Bea­triz afir­ma que quan­do vai às com­pras no su­per­mer­ca­do, o con­su­mi­dor de­ve com­prar os ali­men­tos pron­tos na ho­ra de ir em­bo­ra e con­su­mi-los as­sim que che­gar em ca­sa. O lo­cal da com­pra tam­bém de­ve ser es­co­lhi­do com cri­té­rio. ‘‘De­ve-se ob­ser­var as con­di­ções de hi­gie­ne e con­ser­va­ção dos ­alimentos’’, diz. (R.C.)

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