O preço da cesta básica em Londrina sofreu um reajuste de 4,39% no mês passado. O grande vilão da alta no custo do kit com 13 produtos foi o tomate, que ficou 42,84% mais caro nos supermercados em agosto, comparando com julho. Com a variação de preços, uma família com quatro pessoas - dois adultos e duas crianças - gastou
R$ 412,64 com a alimentação do mês. O custo da cesta para uma pessoa ficou registrado em R$ 137,55, conforme pesquisa que acompanha evolução de preços na cidade. O levantamento é realizado por acadêmicos da Faculdade Metropolitana e coordenada pelo economista Flávio Oliveira dos Santos.
  Além do tomate, outros cinco itens ficaram mais caros: arroz, café, carne, feijão, margarina. Já os preços dos outros sete produtos do kit básico não subiram: açúcar, banana, batata, farinha, leite tipo C, óleo de soja e pão francês. Entre os 10 supermercados pesquisados - dois em bairros e oito na região central - a diferença de preço entre o estabelecimento mais caro e o mais barato foi de 25% ou R$ 93,98. De acordo com a pesquisa, se a compra fosse realizada no supermercado mais caro, o consumidor teria tido um gasto de R$ 470,27, enquanto no mais barato o custo seria de R$ 376,29.
  Segundo o economista Flávio Oliveira dos Santos, a alta do preço da cesta básica está ligada à estiagem na região que prejudicou a produção de hortifrutis, principalmente o tomate. ‘‘Essa alta era previsível por causa do clima seco. E, no próximo mês, deverá haver nova alta, pois ocorreu geada’’, lamentou Santos.
  O tomate, um dos produtos mais prejudicados, foi encontrado em média por
R$ 1,12 o quilo. No supermercado mais barato o item ficou registrado em R$ 0,79 o quilo e no mais caro a
R$ 1,59. As diferenças de preço, conforme Santos, justificam que o consumidor faça uma pesquisa entre os estabelecimentos para conseguir economizar com a compra da cesta. ‘‘Para economizar, o consumidor tem que fazer pesquisa de preços ou substituir marcas’’, ressaltou o economista. Segundo Santos, se o consumidor pesquisasse poderia economizar mais de R$ 1,1 mil em um ano, com base nos cálculos de agosto.
  Na opinião dos consumidores os itens de alimentação ficam mais caro a cada mês. Para o aposentado João Felício da Silva, que costuma guardar os comprovantes de compra de um mês para outro e fazer comparação, a oscilação de preços é sempre para mais. ‘‘Todo mês o preço dos produtos sobem. O arroz é um desses itens que sempre sofrem reajuste’’, disse Silva.
  A promotora de eventos, Michele Verenics, disse que também tem sentido a alta nos produtos, principalmente as frutas e verduras. ‘‘Acho que a alta é por causa do tempo que está muito seco’’, comentou Michele. A aposentada Cibele Rodrigues Mazzer disse que além dos hortifrutis, o que tem sofrido reajuste constante são produtos que não estão na cesta, mas também são importantes para a alimentação como queijo, presunto e enlatados. ‘‘Eu procuro economizar de todas formas, mas às vezes o produto está caro e a gente tem que comprar de qualquer jeito’’, lamentou.
  Já a auxiliar de serviços gerais Creuza Cândido da Silva costuma pesquisar antes de comprar. ‘‘Corro atrás de ofertas, vou a vários supermercados. Essa é a única forma que o consumidor tem para economizar e, assim, eu consigo diminuir os custos da compra do mês’’, garantiu. Para ela, todos os produtos têm registrado altas constantes, não somente os hortifrutis.

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