SUAS COMPRAS - Calor sob controle
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sábado, 05 de fevereiro de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
Mais que uma questão de luxo, o ar-condicionado tornou-se um aparelho necessário para sobrevivência, com comodidade, ao calor. Novos modelos têm conquistado o gosto popular por serem mais silenciosos, economizarem energia elétrica e também por colaborarem com o meio ambiente. Em comparação ao verão passado, as vendas já experimentaram acréscimo de aproximadamente 30% em algumas lojas de Londrina.
Segundo dados da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado e Ventilação (Asbrav), que conta com 14 empresas paranaenses associadas, no Brasil o setor movimenta em torno de R$ 3 bilhões ao ano, sendo que a Região Sul representa aproximadamente 10% deste total. A demanda maior por ar-condicionado acontece no Sudeste do país. O setor de ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar-condicionado vem crescendo, no entanto, com mais intensidade a partir de 2005. Para este ano, a projeção de crescimento é de 20%.
Os modelos split têm liderado as vendas, deixando para trás o modelo janela. ''Setenta por cento são split; o modelo anterior ficou em segundo plano'', afirma o empresário Marcelo Ontivero, da Móveis Brasília. O proprietário da Indrel Ar-Condicionado, José Augusto Rapcham, explica que o split é mais silencioso do que o de janela e indicado tanto para uso residencial como comercial. Além disso, o modelo antigo consome mais que o dobro de energia do novo. ''Com o valor a mais pago de energia elétrica, em um ano é possível comprar um split'', compara. Modelos das marcas Consul e Eletrolux com 7.500 BTUs têm preço médio de R$ 800.
O split ''inverter'', por sua vez, possui tecnologia que possibilita o conversor variar a rotação de acordo com a necessidade do ambiente, resultando numa economia de energia elétrica de aproximadamente 60% que o convencional. O preço fica cerca de 12% mais caro. ''O Japão e alguns países da Europa só permitem o uso dessa tecnologia pela questão ecológica e também de redução do consumo de energia elétrica'', diz Rapcham. O split convencional de 12 mil BTUs, quente e frio, custa cerca de R$ 1,4 mil e o inverter R$ 1.650.
No Magazine Luiza, de acordo com a vendedora Adriana Rocha, a procura por ar-condicionado cresceu ao menos 40% desde que entrou o verão. Os modelos de janela ''quase não saem mais''. A unidade de 7.500 BTUs custa R$ 799, da marca Consul. O split de 7 mil BTUs sai por R$ 1 mil e de 18 mil BTUs por R$ 2 mil - disponíveis nas marcas Eletrolux, LG e Consul.
Antes de adquirir um ar-condicionado é fundamental levar em conta alguns pontos, de acordo com o empresário José Augusto Rapcham. O primeiro cuidado é dimensionar o aparelho conforme a capacidade do ambiente, levando em conta a ocupação que ele tem (quantidade de pessoas), cor e tipo da parede, tamanho e modelo da janela e tipo do telhado. É necessário, também, avaliar a finalidade do ambiente, se é dormitório, escola ou escritório, por exemplo, ''porque isso também influencia na capacidade do aparelho''.
Levar em conta apenas a área quadrada do ambiente pode incorrer no mau dimensionamento do aparelho e causar desconfortos e gerar prejuízos financeiros e à saúde. Enquanto o superdimensionamento (sobra de potência), resulta em variação abrupta de energia, com quedas de temperatura, o subdimensionamento faz o aparelho funcionar ininterruptamente para manter a temperatura mais baixa e influencia na umidade relativa do ar, deixando-o muito seco. ''O bom condicionamento do aparelho é essencial para não trazer problemas e ser confortável'', reitera.


