Estimular a autonomia e o raciocínio, levando o aluno a desenvolver o prazer de estudar, de buscar conhecimentos. São alguns dos objetivos dos cursos que oferecem aulas particulares ou estudo individualizado. Para frequentar, não importa a idade nem o nível do ensino regular. Também não é preciso apresentar dificuldade específica em alguma disciplina. O aluno pode matricular-se para desenvolver habilidades ou reforçar conteúdo.
''As crianças, muitas vezes, precisam de atendimento individualizado. Na aula particular o professor tem condições de analisar o que está acontecendo e sanar as dificuldades para o aluno deslanchar na escola'', observa Shigueko Ariji, diretora do Paralelo Aulas Particulares, que funciona há 26 anos em Londrina.
O curso oferece todas as disciplinas dos níveis fundamental e médio e algumas de ensino de terceiro grau, além de preparação para vestibular e concursos públicos. Dependendo do caso, pode-se optar por aulas individuais ou em pequenos grupos. A maior procura, segundo Shigueko, é de estudantes que cursam os níveis fundamental e médio ou que vão prestar vestibular. O objetivo é levar o aluno a raciocinar.
''Trabalhamos de acordo com o grau de dificuldade da pessoa. É um processo mais lento (do que na escola) até a obtenção do resultado. O aluno exercita o conteúdo aqui e também leva tarefa para casa'', avalia Shigueko. Existe ainda o trabalho de acompanhamento escolar (para estudantes do fundamental), onde o professor ajuda o aluno a criar o hábito dos estudos.
Há casos de crianças que são encaminhadas para aulas particulares por psicólogos ou neurologistas. E também existe o contrário. ''Quando percebemos um caso grave de déficit de atenção recomendamos a ajuda clínica ou psicológica'', diz Shigueko.
Ela afirma que muitos alunos que estão prestes a entrar na faculdade procuram aulas particulares no início do ano para um aprofundamento nos estudos. O principal problema da maioria, no entanto, é a preocupação com nota no segundo semestre. ''No nosso entendimento nota é uma consequência da aprendizagem'', repara.
Para a diretora, a aula particular não cria dependência, já que estimula o raciocínio e automaticamente resulta no melhor rendimento em sala de aula. Os preços no Paralelo são em média R$ 35 a hora da aula individual. Há outras opções como um pacote com direito a 10 aulas por R$ 320.
Método japonês
Criado no Japão há 51 anos e difundido em diversos países como franquia, o método Kumon de estudo individualizado oferece no Brasil cursos de português, matemática, inglês e japonês (em algumas regiões). ''Não substitui a escola. O objetivo é ajudar o aluno a assimilar o conteúdo, desenvolvendo autonomia e concentração nos estudos'', explica Ednaldo Ribeiro, gerente da filial em Londrina, que coordena as atividades do Kumon no Norte do Paraná.
O método individualizado, segundo ele, não significa um professor por aluno. ''São vários estudantes fazendo atividades ao mesmo tempo, com material próprio do curso. Não temos professores, mas orientadores, e não existe lousa'', diz. A proposta, conforme Ribeiro, é respeitar o ritmo do aluno.
A maior procura é de estudantes entre a terceira e a quinta série do fundamental e entre os principais problemas está a falta de base no conteúdo, de concentração e de motivação para o estudo. Ednaldo diz que o curso aceita matrícula de crianças a partir de 3 anos de idade, com objetivo de desenvolver habilidades cognitivas.
O tempo para conclusão dos cursos depende do aluno, mas a média é de três a seis anos para matemática, de um a dois anos para português, e de dois a três anos para inglês. ''Muitas vezes o estudante está vendo um conteúdo que só vai ver futuramente na escola'', destaca Ribeiro. Ele diz que o aluno se compromete a estudar em casa e a participação dos pais é fundamental. ''A ideia é que eles mostrem interesse, elogiem o que o filho faz''.
O preço da mensalidade (são duas aulas por semana) no Kumon varia entre R$ 120 e R$ 130, dependendo da cidade. O material é incluso.

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