A higiene bucal é considerada a melhor forma de prevenção de cáries, do mau-hálito e de outras doenças da boca. É através dela que as pessoas podem manter a saúde dos dentes e da boca. No entanto, uma boa escovação exige a escolha de acessórios corretos, como uma boa escova de dentes, creme dental e fio ou fita dental. A compra desses produtos deve ser orientada por um dentista.
  Por exemplo, ao contrário do que muitos imaginam a escova macia garante uma escovação mais efetiva do que as médias ou duras. Estas denominações explicam o tipo e número de cerdas, material utilizado e comprimento. ‘‘As escovas duras podem ocasionar algum trauma na boca e a ineficiência da escovação. Já a escova extra-macia deve ser usada apenas em casos mais específicos, por pessoas com problemas periodontais’’, explica o dentista Fábio de Melo Milanezi, especialista em periodontia.
  Segundo ele, uma escova dental pode ser usada por até três meses. No entanto, quando o produto perde a sua anatomia original já é hora de fazer a troca. Quanto ao design da escova, os produtos com cantos mais arrendondados e cabeças menores podem proporcionar um conforto maior durante a escovação porque conseguem atingir uma posição mais adequada na boca. Já as crianças com dentes de leite devem usar apenas as escovas infantis.
  A escova convencional deve ser usada pelas crianças somente após a troca dos dentes de leite. A escova elétrica também pode ser uma alternativa para pessoas que têm dificuldades na higiene bucal ou com menor destreza manual. A única barreira ainda é o preço, na casa dos R$ 20. Ainda pode ser encontrada no mercado as escovas inter-dentárias. Este tipo de item deve ser utilizado para limpeza nas áreas entre dentes, próximas às gengivas. Além disso, esta escova pode ser usada como complementação da escovação tradicional.
Consumidores - Na hora da higiene bucal, o que conta para muitos consumidores são as marcas dos produtos. Neste caso, a fidelidade é marcada pela confiança de uma boa limpeza, característica que supera, em muitos casos, até mesmo o preço. A empresária Mara Cristina de Souza Maciel, por exemplo, costuma comprar sempre a mesma marca de pasta dental. ‘‘Gosto da marca, me identifico com o produto’’, afirma.
  Em suas compras mensais, são incluídos três tubos de creme dental. Já as escovas de dentes da família são trocadas conforme ocorre a perda de anatomia. ‘‘Mas com a escova do meu filho de cinco anos somos bem rigorosos e trocamos sempre, adaptando o produto à sua faixa etária. Já a pasta compramos a recomendada pelo dentista, com menos teor de flúor’’, observa. Na ‘‘cesta da higiene bucal’’, ainda são incluídos fio dental e enxagüantes.
  Estes produtos também são definidos conforme à marca. Apesar de tantos itens, a empresária diz não saber quanto gasta. ‘‘Nunca parei para fazer as contas porque todos estes produtos são incluídos na compra do mês’’, comenta. Já o designer André Leandro Silva prefere usar a escova elétrica. ‘‘Experimentei e gostei. Dá uma sensação maior de limpeza’’, define. Segundo ele, as hastes do produto devem ser trocadas a cada três meses, substituição que não tem um preço tão alto, na sua avaliação.
  Sobre os cremes dentais utilizados pela família, Silva diz que a mãe é quem fica encarregada das compras. ‘‘As marcas podem até variar, mas gostamos do gel dental, não gostamos daquela branca’’, diz.


Complemento para uma boa limpeza
  Além das escovas, as pastas ou cremes dentais, os enxagüantes e os fios ou fitas dentais complementam a higiene bucal. A exemplo das escovas, as pastas também devem ser escolhidas sob orientação de um especialista. O gel dental tem a função de atuar na prevenção da placa bacteriana ou na sua remoção. Segundo o dentista Fábio Milanezi, cobrir um terço das cerdas da escova com a pasta já é o suficiente para garantir uma boa limpeza.
  Os enxagüantes bucais são utilizados, geralmente, por pessoas que querem garantir um bom hálito. ‘‘Mas se a pessoa não tiver uma boca limpa este produto não terá nenhum efeito porque tártaros ou placas bacterianas irão funcionar como uma barreira à sua atuação. A recomendação para os enxagüantes é utilizá-los, principalmente, em casos pós-cirúrgicos ou por pessoas com alguma deficiência motora’’, afirma o dentista.
  Já os fios dentais também devem ser usados diariamente, antes ou depois da escovação. ‘‘O fio dental vai fazer o papel que a escova não consegue, que é a limpeza da área entre dentes’’, explica Milanezi. Ele acrescenta que o uso do fio dental ajuda a evitar a formação da placa bacteriana entre dentes e a inflamação das áreas. ‘‘A placa bacteriana pode levar à formação de cáries e/ou doenças periodontais, que são inflamações ou infecções do periodonto (estruturas de suporte e proteção dentária como gengiva, osso e ligamento periodontal)’’, diz. (F.M.)

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