Suas compras - A embalagem influencia em suas compras?
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segunda-feira, 28 de agosto de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Uma das provas de que o consumidor está cada vez mais exigente é a forma como ele observa a embalagem de qualquer produto na hora da compra, em especial se for um gênero alimentício. Há o cuidado com a qualidade, preço ou prazo de validade, mas a atração visual é um componente decisivo. Entre dois produtos com as mesmas características, o consumidor vai optar - na maioria das vezes, por aquele de melhor aparência.
A administradora Polyana Lanza Neves faz uma verificação completa na embalagem antes de comprar determinada mercadoria. ''Eu verifico se a embalagem está ou não aberta, se não está amassada, quais as informações que constam, o prazo de validade e a qualidade do produto em si'', afirma. Em um primeiro momento, Polyana diz que a embalagem mais bonita e apresentável não ajuda a decidir pela compra. ''Vou mais pela marca e pelo conhecimento que tenho do produto''. Porém, alguns instantes depois, garante que entre dois produtos - um com embalagem bonita e outro com embalagem feia, ficaria com a primeira alternativa. ''Você acha que o produto estará melhor acondiconado na embalagem mais apresentável; ou seja, no final das contas, e embalagem interfere sim''.
O representante comercial José Macedo tem três filhos pequenos e afirma não ter dúvidas de que as embalagens ajudam a decidir pela compra, principalmente quando está com as crianças. ''O primeiro atrativo é a cor; a gente estava passando pela banca de biscoitos e as embalagens atraem muito as crianças''. Embora reconheça a atração, Macedo acredita que a aparência não é tudo: ''A gente precisa olhar o preço, a origem do produto, os ingredientes que são utilizados; e é importante que estas informações estejam nas embalagens e se a gente não encontra, acaba deixando o produto de lado''.
Para a professora Gislene Lelis de Oliveira, a qualidade da embalagem deve ser condizente com a qualidade do produto. ''A embalagem deve ser atrativa ao olhar, porque às vezes a gente acaba comprando um produto de boa qualidade, mas com a embalagem não apropriada''. E exemplifica mostrando um produto que, na opinião dela, deveria ter embalagem mais resistente. ''Acho que esta embalagem poderia ser mais reforçada; ao invés de plástico, um material mais apropriado para não danificar o conteúdo''.
Entre dois produtos similares, mas com diferenças nas embalagens Gislene não teve dúvidas: ''Essa embalagem aqui está melhor que essa; ele está um pouco mais caro, mas entre os dois produtos, um caro e com embalagem melhor, eu fico com o mais caro'', afirma.
Tarefa de vendedor silencioso
O professor e administrador João Luiz Gilberto de Carvalho, especialista em marketing, define a embalagem como um vendedor silencioso. E explica que o produto é colocado em um determinado ponto de venda e tem que chamar a atenção perante a concorrência por si só.
Em função das atividades que desenvolve em sala de aula, Carvalho iniciou uma coleção e hoje possui centenas de embalagens, inclusive do exterior. Ele afirma que o material criado no Brasil não perde em nenhum aspecto para as embalagens produzidas em outros países da Europa ou Estados Unidos.
O professor não tem dúvidas de que a embalagem exerce uma grande influência na compra por impulso. O produto pode estar em um lugar maravilhoso da loja, mas o consumidor só vai sentir vontade de comprar se a embalagem for atrativa, afirma.
Carvalho destaca ainda que as embalagens não devem ter apenas a função de acondicionar o produto ou ter todas as informações necessárias para o consumidor, mas representam também aspectos culturais de uma sociedade e outra preocupação deve ser com o meio ambiente.
A embalagem é um detalhe que pesa, e muito, no custo final de qualquer mercadoria. Segundo o professor, o custo mínimo fica em torno de 25%, mas existem outros casos, como a água mineral, onde o custo da embalagem pode representar até 80% do preço final do produto.(E.A.)
Nas alturas
O quilo do chuchu estava a R$ 3,50 o quilo, domingo, no Mercado Municipal Shangri-lá em Londrina. É um preço bem acima da média para um produto que tem a fama de nascer em qualquer lugar e que chegou a custar menos de R$ 0,10 o quilo em algumas promoções no começo do ano. Culpa da estiagem prolongada.
(Ainda bem que há outros indicadores para medir a inflação).
Ofertas
Um supermercado no centro de Londrina está com as seguintes promoções esta semana:
Papel higiênico
R$ 0,99 (pte/4 unidades)
Extrato de tomate
R$ 0,49 (embalagem/140
gramas);
Macarrão instantâneio
R$ 0,49 a unidade;
Feijão carioca
R$ 1,19 (pacote 1 kg)
Sabão em pó
R$ 3,99 (pacote 1 kg)
Detergente
R$ 0,59 (embalagem
de 500 ml)


