SUA CARREIRA
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Aline Vilalva<br>Reportagem Local 
Adaptação é a palavra de ordem quando o assunto é mercado de trabalho para advogados. Todas as profissões exigem conhecimento, variedade em aptidões, experiência e novas visões, mas liderança, gestão e estratégia passaram a ser quesitos cada vez mais cobrados em especial dos profissionais de Direito. Quem quer fazer parte do mercado deve se adaptar e reinventar.
Nessa nova vertente, a atuação dentro de uma empresa é mais um mercado que se abre para o advogado, como profissional júnior, pleno e sênior ou ainda como coordenador, gerente ou diretor jurídico. ''Houve uma grande mudança na atuação do advogado. Antes ele ficava trabalhando em questões contenciosas, sendo resolvedor de problemas e hoje é mais pró-ativo, faz análise de mercado e de riscos, está mais ligado à prevenção do que à solução posterior'', explica Carlos Contar, consultor e diretor regional da Business Partners Consulting, de Curitiba. ''Para ter esse teor pró-ativo é necessário conhecer a empresa, o negócio'', acrescenta.
Obter sucesso na carreira em meio a essas exigências do novo mercado de trabalho demanda formação acadêmica de qualidade, experiência na área e fluência em nível avançado de inglês, visto que muitas resoluções são de caráter internacional. Pós-graduação em agronegócio, segundo Contar, é mais um incremento à capacitação que proporciona ao advogado uma visão olística para trazer soluções e ajustes a fim de que a organização não perca dinheiro na matéria que a advocacia pode auxiliar.
Para se manter no mercado, que vem sofrendo essa mudança há cerca de 10 anos, o profissional precisa se reciclar e capacitar. ''Não deve ficar inserido apenas nas matérias que conhece, tem de ser mais generalista dentro das matérias de direito e ter uma visão macro para entender a organização como um todo''. As orientações também valem para advogados que atuam em grandes escritórios, mesmo que independentemente.
Dentre as características básicas necessárias a esse profissional, que aumentam o nível de empregabilidade, o consultor cita conhecimentos acadêmico e empírico, auto-reciclagem, visão de negócios, bom nível de relacionamento interpessoal, proatividade (prever e antecipar soluções e problemas), saber dominar novas áreas, perfil pro-ativo e não receptivo. ''O novo perfil é de um profissional jurídico com viés mais moderno, mais alinhado aos negócios, com atuação diferenciada'', reitera.
Muitos profissionais que possuem essa visão estratégica e também conhecimento técnico acabam abrindo seu próprio negócio ou assumem uma posição de liderança dentro de uma instituição. A remuneração varia de acordo com o papel que ele desempenha.
Para Contar, além de contribuir para a experiência do advogado, essa nova possibilidade de atuação forma um profissional diferente daquele que atua somente em escritórios. ''Apesar de ambos possuírem a mesma formação técnica, os profissionais que atuam em empresas na maioria das vezes irão controlar escritórios terceirizados. Assim desenvolvem habilidades relacionadas à gestão de projetos e de relacionamento interpessoal bastante apurado''.
Atualmente, segundo o consultor, assuntos de meio-ambiente, direito comercial e fusões/aquisições dos negócios são os mercados mais cotados para atuação do advogado. ''Mas isso não quer dizer que demais áreas não tenham força'', observa.


