O Brasil passa por uma importante fase de desenvolvimento e com boas chances de melhorar sua posição no ranking das maiores economias do planeta nos próximos anos, segundo a previsão de especialistas. Para alcançar este objetivo, a produção de energia elétrica é fundamental, não há como se desenvolver, em qualquer atividade, sem energia. ''A energia elétrica assumiu esta importância porque a população precisa de conforto, e como o país vive um momento acelerado de desenvolvimento, precisa de energia para produzir'', afirma o professor e engenheiro eletricista Marcel Eduardo Viotto Romero.
E é exatamente para suprir esta demanda que a Engenharia Elétrica desponta como uma área promissora em um mercado que exige alta qualificação profissional. Mas se engana quem pensa que o trabalho do engenheiro eletricista se limita à elaboração de projetos para a construção civil ou para ampliação da rede pública de energia elétrica. O profissional da área pode atuar em sistemas eletrotécnicos, eletrônicos, computação, telecomunicações, biomedicina, consultoria e até na venda especializada de equipamentos eletroeletrônicos. ''Até mesmo as instituições financeiras procuram os profissionais formados em engenharia elétrica por conta do conhecimento matemático e pela visão de análise que o curso oferece'', explica o também professor e engenheiro eletricista Rodger Vitória Pereira.
Pereira destaca que o trabalho do engenheiro eletricista pode ser observado em quase todas as atividades. Por isso, o profissional desta área deve estar sempre em busca de soluções eficientes que concilie a funcionalidade do produto com a economia de energia. De acordo com Pereira, é o trabalho destes profissionais que faz funcionar os aparelhos de telefone celular ou a fabricação das lâmpadas fluorecentes que economizam até 90% de energia elétrica. ''A forma de vida urbana como a gente conhece hoje é altamente dependente da figura do engenheiro eletricista'', dizem os dois profissionais.
O engenheiro eletricista também pode pesquisar fontes alternativas de energia, uma vez que a produção em hidrelétricas tem o seu limite e as fósseis, tais como o petróleo, são esgotáveis. ''A geração de energia é dinâmica e a gente sabe que não se pode gerar um tipo de energia infinitamente. Por isso, o que vai acontecer no futuro, é a migração para outras matrizes energéticas'', diz Pereira.
Além dos números, dos projetos e da utilização de recursos tecnológicos, outra exigência atual para o engenheiro eletricista é a preocupação com o meio ambiente. De acordo com o professor Romero, os profissionais da área estão se adequando aos novos tempos, procurando causar o menor impacto possível ao meio ambiente e promovendo o desenvolvimento de forma sustentável.
Uma curiosidade: embora as mulheres venham ocupando espaços em várias atividades produtivas, a profissão de engenheiro eletricista ainda é essencialmente masculina. Segundo os dois professores, é raro encontrar uma mulher nas salas de aulas deste curso, mas algumas já se formaram e estão na ativa.




SAIBA MAIS


Características da profissão


1) Habilidades

O en­ge­nhei­ro ele­tri­cis­ta de­ve ter am­plo do­mí­nio das dis­ci­pli­nas de fí­si­ca e ma­te­má­ti­ca; ter fa­ci­li­da­de em li­dar com nú­me­ros, cál­cu­los e pro­je­ções; ra­cio­cí­nio ló­gi­co e abs­tra­to; ca­pa­ci­da­de de ana­li­sar e re­sol­ver pro­ble­mas; gos­to pa­ra tra­ba­lhar com má­qui­nas e equi­pa­men­tos, e ha­bi­li­da­de pa­ra tra­ba­lhar em equi­pe.
2) Onde atuar
■ Au­to­ma­ção: pro­je­tar equi­pa­men­tos ele­trô­ni­cos des­ti­na­dos à au­to­ma­ção de li­nhas de pro­du­ção in­dus­trial;
■ Ele­trô­ni­ca: de­sen­vol­ver cir­cui­tos ele­trô­ni­cos pa­ra aqui­si­ção de da­dos e trans­mis­são de da­dos por ra­dio­fre­quên­cia;
■ Ele­tro­téc­ni­ca: pla­ne­jar e ope­rar sis­te­mas elé­tri­cos, in­cluin­do a ge­ra­ção, trans­mis­são e dis­tri­bui­ção de ener­gia; pro­je­tar e cons­truir usi­nas, es­ta­ções, su­bes­ta­ções, re­des de ge­ra­ção de ener­gia; am­pliar e dar ma­nu­ten­ção à re­des de al­ta ten­são;
■ Bio­mé­di­ca: es­pe­ci­fi­car e ge­ren­ciar a uti­li­za­ção de equi­pa­men­tos mé­di­cos em hos­pi­tais, clí­ni­cas e la­bo­ra­tó­rios; pro­je­tar, cons­truir e fa­zer a ma­nu­ten­ção des­tes equi­pa­men­tos;
■ Ins­tru­men­ta­ção: pro­je­tar e de­sen­vol­ver equi­pa­men­tos pa­ra a rea­li­za­ção de me­di­das, re­gis­tro de da­dos e atua­do­res;
■ Mi­croe­le­trô­ni­ca: pro­je­tar, fa­bri­car e tes­tar cir­cui­tos in­te­gra­dos (­chips) pa­ra sis­te­mas de com­pu­ta­ção, te­le­co­mu­ni­ca­ções e de en­tre­te­ni­men­to, en­tre ou­tros.
■ Te­le­co­mu­ni­ca­ções: de­sen­vol­ver ser­vi­ços de ex­pan­são de te­le­fo­nia e de trans­mis­são de da­dos por ima­gem e som; pro­je­tar e cons­truir equi­pa­men­tos pa­ra te­le­fo­nia e co­mu­ni­ca­ções em ge­ral e de pro­ces­sa­men­to di­gi­tal de si­nais.
3) O curso
O cur­so, ge­ral­men­te com cin­co ­anos de du­ra­ção e pe­río­do in­te­gral, po­de ofe­re­cer uma for­ma­ção ge­né­ri­ca em En­ge­nha­ria Elé­tri­ca ou dar ên­fa­se em ele­tro­téc­ni­ca ou te­le­co­mu­ni­ca­ções.
No Pa­ra­ná, o cur­so é ofe­re­ci­do por di­ver­sas uni­ver­si­da­des pú­bli­cas e par­ti­cu­la­res nas se­guin­tes ci­da­des: Lon­dri­na, Cu­ri­ti­ba, Pon­ta Gros­sa, Pa­to Bran­co, Foz do Igua­çu, Cas­ca­vel, Cam­po Mou­rão, Ma­rin­gá e Cor­né­lio Pro­có­pio.
4) Remuneração
O sa­lá­rio ini­cial do en­ge­nhei­ro ele­tri­cis­ta es­tá em tor­no de
R$ 2,5 mil mas po­de che­gar a R$ 20 mil, de­pen­den­do das ha­bi­li­da­des, do in­te­res­se, da for­ma­ção e da em­pre­sa on­de o pro­fis­sio­nal pres­ta ser­vi­ço.

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