Mãos que previnem e diminuem dores, relaxam e embelezam pessoas com diferentes idades e necessidades. Com a população cada vez mais buscando terapias alternativas relacionadas tanto à saúde quanto à estética, o profissional de massoterapia ganha espaço de forma versátil no mercado de trabalho.
No País, não faltam opções para a atuação do massoterapeuta, antigamente chamado de massagista. ''O profissional atua com técnicas específicas de massagem, tem como instrumento a sua mão como a extensão do coração, pois visa o cuidado com o cliente ou paciente. Ele pode trabalhar em clínicas específicas de massoterapia, spas, institutos de beleza, hospitais e na recuperação de crianças, idosos e deficientes físicos'', explica a massoterapeuta Juliana Gomes Fernandes, docente do Instituto Brasileiro de Therapias e Ensino (Ibrate) e Instituto Federal de Educação Tecnológica (Ifet).
Para se tornar um profissional com tamanha abrangência, os interessados devem ter concluído o Ensino Médio e procurar cursos que ofereçam certa diversidade no número de técnicas de massagem. Segundo a professora, o profissional é considerado massoterapeuta pelo Ministério da Educação (MEC) ao completar pelo menos 340 horas de aula. ''Geralmente os cursos fechados atingem essa carga horária. Os interessados podem ainda realizar cursos livres de massagem, fazendo a somatória das horas, ou cursos técnicos, com 1.200 horas e aulas teóricas mais aprofundadas'', explica Juliana.
Já quando o assunto são as técnicas, as instituições seguem padrão similar. No seguimento da estética, a Drenagem Linfática e a Massagem Modeladora são as mais procuradas. Existem ainda as massagens ocidentais, divididas em Massagem Relaxante, Terapêutica e Desportiva e as orientais, como a Shantala, Tui-Na, Tailandesa, Shiatsu entre outras. Nos cursos sequenciais ou técnicos, o profissional é capacitado para atuar na área de sua preferência. ''A escolha (da área) é feita geralmente visando o mercado de trabalho ou pela facilidade de se efetuar as massagens, pois elas são bem diferentes umas das outras na realização das manobras (movimentos) e na postura do terapeuta'', afirma a massaterapeuta.
A empresária Vanessa Janaina Benevito tem um centro de estética. Questionada frequentemente pelas suas clientes se realizava massagens, ela resolveu ingressar no curso de massoterapia. ''Me formei em 2006 e hoje realizo de três a quatro massagens diárias. As mais procuradas aqui em Londrina ainda são as estéticas e orientais'', conta Vanessa, que informa que as mulheres são a maioria da sua clientela. ''Ainda há muita confusão entre massagens sensuais e a massoterapia. Por isso, acabo atendendo homens mais próximos, como os maridos de minhas clientes e amigas'', relata.
Sempre que tem um tempinho, Vanessa aproveita para se reciclar em encontros de estética em São Paulo. ''As pessoas sempre buscam novidades. Um bom curso e a renovação constante são fundamentais para se ter um diferencial na qualidade e preço das massagens, além de se destacar entre os concorrentes'', finaliza.


Curso é procurado por diversos profissionais


  Pro­fis­sio­nais de ou­tras ­áreas tam­bém pro­cu­ram o cur­so de mas­so­te­ra­pia co­mo uma opor­tu­ni­da­de de au­men­tar a ren­da e in­cre­men­tar a car­rei­ra. A pró­pria mas­so­te­ra­peu­ta Ju­lia­na Fer­nan­des cur­sou Fi­sio­te­ra­pia e, a par­tir daí, se apai­xo­nou pe­la ar­te das mas­sa­gens. ‘‘No cur­so de Fi­sio­te­ra­pia co­nhe­ci um pou­co da téc­ni­ca e per­ce­bi que po­dia re­di­re­cio­nar mi­nha pro­fis­são pa­ra no­vos ru­mos. Pro­cu­rei por cur­sos de mas­sa­gens pa­ra rea­bi­li­ta­ção e es­té­ti­ca e aca­bei me tor­nan­do pro­fes­so­ra de ­massoterapia’’, diz.
  Se­gun­do ela, pro­fes­so­res de Edu­ca­ção Fí­si­ca e psi­có­lo­gos (que tra­ba­lham com te­ra­pia cor­po­ral) são al­guns pro­fis­sio­nais que po­dem se be­ne­fi­ciar do cur­so. O ba­cha­rel em es­por­te Ra­fael Men­des Pe­rei­ra tra­ba­lha com alon­ga­men­tos in­di­vi­duais e acre­di­ta que a mas­so­te­ra­pia pos­sa ­atrair ­mais alu­nos no fu­tu­ro. ‘‘Pre­ten­do uti­li­zar as mas­sa­gens no aten­di­men­to de per­so­nal trai­ner. O mer­ca­do tem vis­to com ­bons ­olhos mas­sa­gens co­mo a Des­por­ti­va, Tui-na e ­Shiatsu’’, co­men­ta ele, que vai pa­ra o se­gun­do se­mes­tre das au­las no ­Ifet. ‘‘Es­tou an­sio­so pa­ra en­trar em con­ta­to com as ­técnicas’’, diz. (V.L.)

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