SUA CARREIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de dezembro de 2009
Vinícius Fonseca<br> Especial para a FOLHA 
Hoje as prateleiras de supermercados estão cheias de produtos alimentícios industrializados, com sabores e embalagens cada vez mais diferentes na tentativa de agradar e convencer o consumidor que tem a missão de escolher aquele que melhor o satisfaz, seja pelo paladar ou pelo custo. O que poucos clientes imaginam é que por trás da qualidade de um produto existe um profissional responsável por cuidar de toda a linha de produção: o engenheiro de alimentos. Este profissional trabalha desde a matéria-prima até o produto final. Além disso, participa do processo de desenvolvimento dos produtos e ainda pode trabalhar na área de pesquisa, vigilância sanitária e em vários outros ramos ligados à produção de alimentos, explica Christiane De Rensis, coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
O Estado tem uma área agrícola de destaque no cenário nacional, o que abre boas possibilidades para quem pretende se tornar um engenheiro de alimentos. O Paraná tem um bom portencial na área de alimentos e isso abre expectativas muito boas para 2010 e para os próximos 10 anos. O setor de alimentos é um dos que mais cresce na nossa economia, aposta Christiane.
O salário para um engenheiro de alimentos recém-formado varia entre R$ 800 e R$ 2 mil. Esse profissional, segundo a professora da Unopar, tem como campo de trabalho empresas da região ou de qualquer parte do Brasil e do mundo. Londrina, como destaca, ainda busca se firmar no ramo das indústrias de alimentos. No Paraná, e principalmente na nossa região, há espaço para mais indústrias. O engenheiro de alimentos pode também pensar em opções de negócios para montar. Ele tem todas as condições para isso, afirma Christiane.
Um caminho interessante são os programas de trainee oferecidos pelas grandes empresas de produtos alimentícios. Isso abre oportunidade para recém-formados e pessoas com até dois anos de formação, com salários excelentes, destaca a professora. Nesses programas, continua Christiane, o profissional tem ajuda de custo e passa por várias áreas da empresa. Com um bom aproveitamento, ele é efetivado e o salário se torna bem maior, destaca.
Estágios abrem portas para mercado
Silvia Torres de Cicco, engenheira de alimentos há 7 anos, aproveitou bem as oportunidades de estágio que teve durante a faculdade. Fiz um estágio na área de pesquisa e dois na área industrial. Optei pela indústria para ter experiência prática e depois atingir o objetivo que era dar aulas, conta.
Com 21 anos de mercado e experiência acumulada na atuação em grandes empresas de alimentos, Marcos Alcântara escolheu Londrina para montar seu próprio negócio. Desde o meu primeiro emprego já planejava a minha empresa. Sou um empreendedor e avalio a importância de as universidades despertarem e estimularem a criatividade do aluno, além de ampará-lo na criação de uma microempresa, diz.
Alcântara destaca que, apesar da importância profissional, o engenheiro de alimentos não é conhecido pelo consumidor, pois o trabalho é mais fechado na indústria. A carreira de um engenheiro de alimentos é ampla, você consome produtos elaborados por ele todo dia sem saber. A engenharia de alimentos é uma ferramenta para deixar o mundo bem nutrido, focado na qualidade da alimentação, define. (V.F.)
Algumas faculdades e universidades que oferecem o curso no Paraná
- Universidade Norte do Paraná (Unopar) - Londrina
- Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)- Ponta-Grossa
- Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) - Guarapuava
- Universidade Estadual de Maringá (UEM) - Maringá
- Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR) - Campo Mourão
- Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Curitiba


