SUA CARREIRA
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 2009
Giovana Chiquim<br> Especial para a FOLHA 
Os farmacêuticos são profissionais da saúde de tradição milenar, sucessores dos boticários, experientes no uso de fármacos e medicamentos e suas consequências ao organismo humano. A formação em Farmácia possibilita uma variedade de oportunidades em diversos campos. Além de oferecer orientações para os clientes das drogarias, os farmacêuticos podem trabalhar nas farmácias de manipulação, com análise clínicas, em laboratórios, hospitais, indústrias de medicamentos e cosméticos, na fiscalização e inspeção de água e alimentos.
Desde 2002 as habilitações de farmacêutico bioquímico e farmacêutico industrial foram extintas e hoje o curso, com duração de cinco anos, forma farmacêuticos generalistas. Airton José Petris, coordenador do curso de Farmácia da Universidade Norte do Paraná (Unopar), recomenda que os graduados busquem os cursos de especialização, que transmitem conhecimentos específicos sobre as diferentes áreas de atuação dos farmacêuticos. Em Londrina, os cursos de especialização são oferecidos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Unopar e o Centro Universitário Filadélfia (Unifil) - que formam também mestres e doutores.
Conforme a professora Lenita Brunetto Bruniera, coordenadora do curso de Farmácia da Unifil, a farmácia comunitária é uma das maiores empregadoras para esses profissionais. ''Os estabelecimentos precisam ter pelo menos um farmacêutico graduado para orientar os clientes sobre os efeitos colaterais, a posologia e a validade dos medicamentos, entre outras informações. Como o Conselho que regulamenta a profissão é bastante atuante no Paraná, a fiscalização é rígida e os empresários precisam cumprir essa determinação'', afirma.
Estely Ideriha é farmacêutica há 32 anos e herdou do pai, um dos pioneiros do ramo em Londrina, o interesse pela profissão. Ela salienta que além de gostar da área da saúde e de acumular conhecimentos de bioquímica e farmacologia - matérias que fazem parte da grade do curso, o farmacêutico precisa entender de relacionamento interpessoal, já que trabalha diretamente com o público. ''Temos que estar preparados para atender diferentes tipos de clientes. Além disso, temos que gostar muito do que fazemos, pois costumamos trabalhar 44 semanais, inclusive nos finais de semana e feriados'', comenta.
Na região de Londrina, a instalação da Sandoz - líder global na área de fabricação de medicamentos genéricos - ampliou as ofertas de emprego para os farmacêuticos na área industrial. A estudante do 5º ano de Farmácia da Unifil, Kátia Miki Kuma, começou como estagiária na indústria quando estava no final do terceiro ano da faculdade. Antes de se formar já foi efetivada e trabalha como analista no setor de controle de qualidade do laboratório. ''No começo da faculdade, ainda não sabia o campo que desejava seguir e hoje me sinto realizada na profissão'', conta.
De acordo com Airton José Petris, da Unopar, a área de fiscalização de alimentos também é outro campo promissor. ''O segmento de indústrias alimentícias está em expansão na nossa região. Nesses empreendimentos o farmacêutico atua no processo de controle de qualidade, interpretação e emissão de laudos'', diz.


