SUA CARREIRA
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As indústrias farmacêutica, agropecuária, de alimentos e ambiental pediam um profissional especializado que ainda não estava disponível no mercado. Antes ocupados por biólogos, farmacêuticos e engenheiros químicos, os postos de trabalho na área poderão contar com pessoas de formação em Biotecnologia, curso voltado para as áreas de genética e biologia molecular.
A graduação na especialidade da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) já iniciou sua segunda turma. Segundo o diretor do curso, Humberto Madeira, o aluno aprende a manipular tecidos, células e moléculas por intermédio do conhecimento em química, bioquímica e microbiologia. ''Essa não é a profissão do futuro, é de hoje. Não é uma demanda nova, sempre houve espaço para profissionais com essas competências'', defende.
Apesar de a Universidade Federal do Paraná (UFPR) já oferecer o curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia desde 2001, Madeira garante que o foco da formação da PUC-PR é mais biológico, enquanto o profissional formado na UFPR é mais voltado para o trabalho na indústria com controle de processos, focado mais na engenharia.
Madeira explica que, além de serem utilizadas na carreira acadêmica e em pesquisas, as competências de um biotecnólogo serão aproveitadas na área da saúde - insumos, diagnóstico, transplantes, entre outros -, na produção de microorganismos que atuem na descontaminação do meio ambiente, na indústria de alimentos, no trabalho forense (investigação de crimes), no melhoramento animal e vegetal com técnicas de genética e na indústria de inoculantes.
Foi nesse último ramo que o biólogo Mauro Mozzatto montou sua empresa na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ele conta que fez uma especialização na área, mas que aprendeu grande parte das competências nos 11 anos de experiência na profissão. Sua empresa, Simbióttica, produz inoculantes - bactérias fixadoras de nitrogênio nitrogênio que são aplicadas nas sementes para melhorar o desempenho das plantações.
Para Mozzatto, o profissional do setor precisa ter uma característica forte: a multidisciplinaridade. ''Tem que querer saber de tudo um pouco. Mas isso depende diretamente da capacidade do aluno ainda durante a formação. Acredito que o formado em Biotecnologia chegará mais pronto ao mercado'', comenta. Para o professor Madeira, a bagagem do conhecimento em genética é fundamental.


