SUA CARREIRA
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quinta-feira, 03 de setembro de 2009
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
O mercado de trabalho da moda mostra-se cada vez mais diversificado e promissor. No Paraná, os cursos, em diversos níveis, colocam mão de obra especializada à disposição do setor, que ganha profissionalização e visibilidade em nível nacional. O Estado tem cerca de 5,4 mil indústrias de confecção. Embora ainda exista resistência, parte do empresariado já vê esses profissionais como investimento e não mais como custo para a indústria.
Notamos uma diferença assustadora entre a empresa que investe num profissional do setor e outra que não investe, atesta Lucimar Bilmaia Emídio, professora e coordenadora de estágio do curso de Design de Moda da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Em um estudo realizado na região de Londrina, ela observou que a empresa que aposta no profissional se destaca em estrutura, equipamentos, posição no mercado, visibilidade da marca, quadro de funcionários, entre outros.
O curso da UEL foi o primeiro da área de moda implantado no Paraná. Criado em 1997 como Estilismo em Moda, sofreu alterações e em 2005 passou a ser denominado Design de Moda. Em função de o design ter acolhido a moda como uma de suas áreas, as diretrizes curriculares mudaram, explica Lucimar. Ela afirma que o mesmo aconteceu com todos os cursos de moda que começaram a surgir no Brasil em 1988. Segundo a professora, o Brasil hoje consegue ter uma identidade no design em diversas áreas. E a moda é uma delas.
No início, o curso era mais teórico e voltado para a criação. Com as mudanças, tornou-se mais prático e voltado para o projeto. O objetivo é pensar o produto de moda desde a sua concepção no âmbito do projeto, completa Lucimar. Com duração de quatro anos, o curso - que está entre os mais concorridos da UEL - forma designers de moda com foco principal na capacidade projetiva e de incentivo à pesquisa. Na indústria, a média de salário gira em torno de R$ 1,5 mil.
Durante os três primeiros anos do curso, o aluno trabalha com projetos integradores, que convergem para todas as disciplinas. No terceiro ano, entram em cena os projetos experimentais, cujo foco são estudos de caso realizados nas empresas da região. Nesta fase, os universitários fazem estágios (108 horas) para ter contato com o sistema produtivo. No último ano, tem o estágio (505 horas) voltado para a área de desenvolvimento de projetos e a realização do trabalho de conclusão de curso (TCC).
No início era difícil, mas hoje a visão do empresário mudou. Temos uma lista de conveniados e não encontramos resistência para estágio, diz Lucimar. Ela afirma que muitas vezes essas empresas acabam contratando o profissional depois de formado. Para profissionais de diversas áreas que desejam se especializar neste segmento, a UEL oferece desde 1997 o curso de pós-graduação em moda.
Mercado de trabalho
O designer de moda pode trabalhar em indústrias de confecção do vestuário dos diferentes segmentos do setor; departamentos de design, criação e desenvolvimento de produtos; escritórios de design de moda e estilismo; na coordenação de moda e estilo do varejo; em consultoria; na prestação de serviço autônomo; ou como empreendedor do próprio negócio.
A região de Londrina tem hoje cerca de 600 empresas de confecção, principalmente de portes micro e pequeno, com foco em marca própria. Segundo Lucimar Emídio, a região tem perfil heterogêneo, com produção de jeans, malharia, confecção infantil, entre outros. Nos últimos anos, as empresas vêm ganhando visibilidade e profissionalismo. O que falta para o setor é união. E é isso que estamos buscando, diz professora.


