SUA CARREIRA - Qualificação para trabalhar no setor de petróleo
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A indústria brasileira de petróleo e gás natural vai sofrer um grande crescimento nas próximas décadas e, portanto, deve atrair mais profissionais interessados em seguir carreira na área. Mas só interesse não basta. O setor vem exigindo mais e mais qualificação dos trabalhadores.
No último dia 17, foram abertas inscrições para o processo que vai selecionar alunos para o próximo ciclo de cursos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Esses cursos, gratuitos, qualificam mão de obra para atender demandas da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente aquelas das empresas terceirizadas que prestam serviços para a Petrobras. No Paraná, há vagas em Curitiba e Araucária (Região Metropolitana).
O Prominp é um dos melhores caminhos para quem está interessado em entrar no mercado de trabalho na área de petróleo e gás natural. Segundo Juarez Casnok, secretário executivo do comitê estadual do programa e gerente de recursos humanos da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, praticamente todos os trabalhadores que passam pelo Prominp conseguem emprego.
''Não existe hoje quem tenha qualificação nessa área que não seja requisitado. E a demanda vai aumentar ainda mais'', descreve o secretário. Para ilustrar a importância dessa qualificação, Casnok cita uma mudança que ocorreu na própria Repar.
''Em 2004, fomos à Câmara (Municipal de Araucária) para explicar porque 90% dos trabalhadores da parada (período em que a refinaria paralisa atividades para uma manutenção geral) naquela época eram de fora do Paraná. Mostramos que, para qualquer cargo, é necessário ter uma qualificação mínima'', diz o secretário. No ano seguinte, teve início um processo de qualificação de trabalhadores na Repar, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Prefeitura de Araucária.
''Já estava prevista a expansão da Repar, que começou em 2007 e vai até 2012, e nós sabíamos que haveria necessidade de qualificar os trabalhadores'', justifica Casnok. Em 2006, a iniciativa foi complementada com o primeiro ciclo do Prominp no Paraná.
De acordo com o secretário, desde então aproximadamente 5,5 mil pessoas já fizeram cursos do programa no Estado. E veio a mudança. ''Hoje, temos 26 mil trabalhadores ao todo na Repar. Agora, a maioria é do Paraná: 17 mil são daqui'', afirma Casnok. Ele cita que a remuneração para quem se qualifica e consegue emprego em terceirizadas é boa: para cargos de nível médio, a média salarial varia de R$ 1 mil a R$ 3 mil, por exemplo; para cargos de nível superior, fica entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil. Isso sem contar benefícios, como participação em lucros e vale-alimentação.


